Novo implante promete restaurar a visão de pessoas com degeneração macular
Por Redação
24/07/2026 às 11:15

Foto: VEJA
A tecnologia PRIMA, aprovada na União Europeia, pode devolver a capacidade visual a pacientes com problemas na retina.
O implante PRIMA, uma inovação tecnológica, foi desenvolvido para ajudar pessoas com degeneração macular, e recebeu recentemente aprovação na União Europeia, permitindo seu início comercial na Europa.
Esse sistema consiste em um pequeno chip de 2 milímetros implantado na retina, que é conectado a óculos especiais equipados com uma câmera. Esses óculos captam a luz e a transmitem ao chip, que atua como um substituto da retina danificada, permitindo que as informações visuais cheguem ao cérebro. Esse avanço oferece uma nova esperança para aqueles que perderam parte da visão devido a doenças anteriormente consideradas irreversíveis.
O oftalmologista brasileiro Gustavo Gameiro, do Bascom Palmer Eye Institute, destaca que a devolução de alguma percepção visual é uma conquista significativa da medicina moderna.
A aprovação do PRIMA foi baseada em um estudo publicado na revista The New England Journal of Medicine, que envolveu 38 pacientes com atrofia geográfica, uma condição que pode levar à cegueira parcial ou total. Os resultados mostraram uma melhora significativa na capacidade visual dos participantes que utilizaram o dispositivo ao longo de um ano.
Os testes realizados revelaram que os pacientes, que não eram totalmente cegos, conseguiram identificar letras e detalhes que antes não conseguiam ver. O implante não gera imagens de alta resolução, mas proporciona uma melhora considerável na vida diária de quem enfrenta dificuldades visuais.
Estudos indicam que, em média, os pacientes conseguiram ler 25 letras a mais nas avaliações feitas por oftalmologistas. Oitenta por cento dos envolvidos no estudo relataram ganhos significativos na acuidade visual, sem afetar a visão natural que ainda possuíam.
Gameiro ressalta a importância dessa tecnologia e a necessidade de monitorar os resultados a longo prazo, em termos de segurança e eficácia. A expectativa é que, em breve, o sistema possa ser avaliado por agências regulatórias no Brasil e nos Estados Unidos.
Fonte: VEJA
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