Novo comprimido reduz colesterol em até 60% com poucos efeitos colaterais
Por Redação
25/07/2026 às 08:00

Foto: VEJA
Uma nova medicação promete transformar o tratamento do colesterol alto, com eficácia e menos reações adversas.
Pesquisadores têm trabalhado em soluções farmacêuticas que tornam o tratamento de doenças mais acessível e menos invasivo. A novidade mais recente é a enlicitida, um comprimido que pode reduzir o colesterol LDL em mais de 55%, aprovado pela agência reguladora americana e com previsão de chegada ao Brasil.
A enlicitida é o primeiro inibidor oral da PCSK9, uma proteína que, quando elevada, contribui para o aumento do colesterol no sangue, mesmo com mudanças na dieta ou uso de medicamentos tradicionais. Este novo remédio, desenvolvido pela farmacêutica MSD, representa um avanço significativo, pois até então, as opções disponíveis eram apenas injetáveis.
Os resultados da pesquisa clínica, que envolveu mais de 19.000 pacientes, mostraram que a pílula teve um impacto positivo no controle do colesterol, além de apresentar um perfil de efeitos colaterais mais favorável em comparação às estatinas, cujos usuários frequentemente enfrentam dores musculares que levam ao abandono do tratamento.
A nova medicação, comercializada sob a marca Lipfendra, deverá ser disponibilizada no mercado americano até 2027 e, posteriormente, no Brasil. Seu público-alvo inclui aqueles com colesterol elevado que não respondem às terapias convencionais ou são intolerantes às estatinas.
A introdução da enlicitida não substitui medicamentos já estabelecidos, mas deve ser usada em combinação com outros fármacos, seguindo a tendência atual da medicina de oferecer tratamentos integrados. A Sociedade Brasileira de Cardiologia tem recomendado metas mais rigorosas para controle do colesterol, o que torna a chegada de novas opções terapêuticas ainda mais relevante.
Nos últimos anos, o tratamento do colesterol alto evoluiu significativamente, com a introdução de injeções que inibem a PCSK9 e terapias genéticas. No entanto, a alta custo e as limitações de cobertura dificultam o acesso para muitos brasileiros. A enlicitida, por ser uma medicação oral, possui potencial para ser produzida em larga escala, aumentando a acessibilidade para a população.
A inovação farmacêutica continua a oferecer esperança no combate a doenças, mostrando que a ciência pode disponibilizar tratamentos que salvam vidas.
Fonte: VEJA
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