Parentes em chapas para o Senado se tornam tendência nas eleições
Por Redação
05/09/2026 às 08:00
Atualizado em 05/09/2026 às 08:42

Foto: VEJA
Candidatos têm buscado incluir familiares nas chapas para as 54 vagas do Senado em outubro.
Nas eleições de outubro, a prática de incluir familiares nas chapas para o Senado tem se intensificado. Um levantamento mostrou que ao menos quinze chapas entre as mais bem posicionadas nas pesquisas têm parentes como candidatos.
Entre os nomes de destaque, está a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), que terá como suplente seu irmão, Diego Torres Dourado (PL). Outro exemplo é a deputada Bia Kicis (PL), que contará com seu filho, Samuel Kicis, como substituto. No Pará, Helder Barbalho (MDB) conta com seu pai, o senador Jader Barbalho (MDB), que, aos 81 anos, ocupou a cadeira por três mandatos.
A prática de colocar familiares como suplentes não é novidade e já ocorre em várias eleições. O senador Ciro Nogueira (PP-PI) teve sua mãe como suplente em mandatos anteriores, mas para este ano escolheu seu irmão, Raimundo Nogueira, que não possui experiência política. Além disso, Eduardo Braga (MDB-AM) pretende repetir a parceria com sua esposa, Sandra Braga, nas próximas eleições.
A vaga de suplente é estratégica, com 34 dos atuais 81 senadores já tendo cedido suas cadeiras a reservas. A figura do suplente é uma prática que existe desde 1946, quando a Constituição começou a permitir sua inclusão.
Embora já tenham ocorrido tentativas de limitar a presença de parentes, como a proposta de Marina Silva, que foi rejeitada, atualmente tramita no Senado um projeto que visa tornar inelegíveis cônjuges e parentes em linha reta até o terceiro grau.
Esse fenômeno de incluir familiares nas candidaturas reflete uma necessidade de maior transparência. Os eleitores precisam estar mais atentos aos suplentes, que muitas vezes são desconhecidos e podem assumir cargos importantes ao longo do mandato.
As regras para suplentes variam em diferentes países. Nos Estados Unidos, por exemplo, não há suplentes, e a nomeação de substitutos ocorre de acordo com legislações específicas. A prática de nomear parentes, conhecida como "mandato da viúva", é comum, mas no Brasil a escolha de suplentes é envolta em uma opacidade que precisa ser revista.
Fonte: VEJA
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