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Neurocientista japonês ensina a se libertar de pensamentos tóxicos

Neurocientista japonês ensina a se libertar de pensamentos tóxicos

Por Redação

26/10/2026 às 14:09

Neurocientista japonês ensina a se libertar de pensamentos tóxicos

Foto: VEJA

Michihito Sugawara apresenta estratégias para ajudar pessoas a se desapegar de memórias e relacionamentos prejudiciais.

O neurocientista japonês Michihito Sugawara desenvolveu um método para ajudar indivíduos a "desamarrar"-se mentalmente de pessoas que causam sofrimento. Seu livro, intitulado Apague aquela pessoa da sua mente, recém-lançado pela Fontanar, explora maneiras de lidar com obsessões que afetam a saúde mental.

Com mais de 25 anos de experiência, Sugawara, que também é neurocirurgião, gerencia duas clínicas em Tóquio focadas em saúde mental. Ao longo de sua carreira, ele frequentemente escutou a queixa de pacientes que não conseguem parar de pensar em indivíduos que os afligem, sejam ex-parceiros, chefes, desafetos ou até familiares. Segundo Sugawara, é fundamental entender que essas pessoas têm um papel significativo em nossas vidas e que é necessário desconstruir essa relação.

O autor fundamenta suas propostas em estudos da psicologia e neurociência, incluindo o famoso experimento do urso branco, que revela que tentar evitar pensamentos indesejados pode, paradoxalmente, intensificá-los. Em uma pesquisa de 1987, participantes que foram instruídos a não pensar em um urso branco acabaram pensando nele com mais frequência do que aqueles que foram solicitados a pensar sobre o tema.

No livro, Sugawara oferece diversas orientações para lidar com pensamentos obsessivos. Ele sugere três abordagens principais: primeiro, encontrar novas atividades que despertem interesse genuíno, como hobbies ou cursos, para desviar a mente de memórias perturbadoras. Em segundo lugar, mudar a forma como se utiliza o tempo livre, evitando brechas que possam levar a reflexões sobre a pessoa que se deseja esquecer. E por último, registrar pequenas vitórias no processo de desapego, constatando os avanços feitos.

É importante destacar que pensamentos intrusivos podem ser sinais de transtornos mentais, como o TOC, e que, se esses pensamentos estiverem afetando a qualidade de vida, é crucial buscar ajuda profissional.

Fonte: VEJA

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