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A FDA autorizou um colírio que promete melhorar a visão de perto em pessoas com presbiopia, condição comum após os 40 anos.
A presbiopia, conhecida como 'vista cansada', é uma condição que afeta a capacidade de enxergar objetos próximos, surgindo geralmente após os 40 anos. Tradicionalmente, essa condição é corrigida com óculos específicos, mas uma nova opção está se destacando nos Estados Unidos: um colírio oftalmológico à base de fentolamina, recentemente aprovado pela FDA.
Esse colírio é indicado para pessoas que, além de serem hipermetrópicas, enfrentam a presbiopia. Os fabricantes afirmam que a solução melhora a visão de perto sem comprometer a visão à distância. O colírio atua reduzindo a dilatação da pupila, diferentemente de outros produtos, que afetam o músculo responsável pelo ajuste do foco.
Os dados que levaram à aprovação foram obtidos de estudos clínicos que compararam o colírio de fentolamina com um placebo ao longo de 12 semanas. Os resultados mostraram uma melhora na capacidade e acuidade visual dos participantes. Os efeitos colaterais relatados, como irritação ocular e dor de cabeça, foram considerados leves e temporários.
Esse avanço se junta a outras aprovações de colírios para presbiopia, incluindo produtos com pilocarpina, aceclidina e brimonidina. No Brasil, no entanto, esses colírios ainda não têm autorização oficial para uso.
O oftalmologista Gustavo Gameiro, do Bascon Palmer Eye Institute, explica que a proposta dos colírios é reduzir a pupila, semelhante ao efeito do teste de visão com pequenos furinhos, aumentando a profundidade do foco e, consequentemente, a visão de perto. Ele ressalta que, ao contrário da pilocarpina, a fentolamina não contrai o músculo ciliar, evitando alguns dos efeitos colaterais associados, como dores de cabeça e visão borrada, mas ainda assim apresenta riscos, como a possibilidade de complicações na retina.
Gameiro alerta que, embora os estudos sejam cruciais para avaliar a eficácia e segurança dos colírios, eles têm limitações em detectar complicações raras. Ele enfatiza que esses produtos devem ser considerados uma alternativa para pacientes selecionados, sempre após uma avaliação oftalmológica completa, e que os usuários devem estar cientes de que os benefícios são temporários e podem envolver riscos.
Fonte: VEJA
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