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Ministério Público solicita novamente a inelegibilidade de Garotinho

Ministério Público solicita novamente a inelegibilidade de Garotinho

Por Redação

27/08/2026 às 16:57

Ministério Público solicita novamente a inelegibilidade de Garotinho

Foto: VEJA

A discussão sobre a elegibilidade do ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, candidato a um novo mandato, teve um novo desdobramento nesta quinta-feira, 27. A Procuradoria Regional Eleitoral do Rio emitiu um segundo parecer sugerindo que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) indefira o registro da candidatura de Garotinho, alegando que a suspensão de seus direitos políticos permanece em vigor.

Esse parecer é uma continuação de um primeiro pedido feito ao TRE na semana passada. Garotinho, que enfrenta três pedidos de impugnação em relação à sua candidatura, utilizou suas redes sociais para afirmar que está elegível e que o julgamento do seu registro ainda não foi agendado. Ele também denunciou a disseminação de fake news que o rotulam como inelegível, atribuídas a "grupos criminosos e corruptos que temem a minha vitória".

Em 2018, o ex-governador foi condenado por improbidade administrativa, em um caso ligado ao período em que foi secretário no governo de sua esposa, Rosinha Matheus. Garotinho argumenta que os efeitos dessa condenação, incluindo a suspensão dos direitos políticos por oito anos, começaram a contar em 2018, o que, segundo ele, significaria que já teria cumprido a pena. No entanto, a Procuradoria alega que a decisão final da condenação só ocorrerá em 2025, prolongando a suspensão dos direitos políticos até 2033.

O TRE-RJ é responsável por julgar as impugnações à candidatura de Garotinho. O plenário do tribunal tem até o dia 14 de setembro, 20 dias antes do primeiro turno, para decidir sobre os pedidos de registro e divulgar suas decisões.

A disputa já está afetando a candidatura de Garotinho. Após entrar na corrida ao governo com a expectativa de ser um forte concorrente, ele sofreu uma queda de três pontos percentuais na última pesquisa Genial/Quaest, passando de 10% para 7% nas intenções de voto, em comparação ao levantamento anterior realizado em julho, antes do aumento da controvérsia judicial.

Fonte: VEJA

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