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Pesquisa indica que a lipoaspiração é mais eficaz do que o tratamento conservador para reduzir a dor e melhorar a qualidade de vida das pacientes.
Embora existam diversas dietas e protocolos para o tratamento do lipedema, estudos recentes sugerem que a lipoaspiração redutora é a opção mais eficaz para controlar a dor e o desconforto associados à condição. Um estudo publicado na revista The Lancet concluiu que a lipoaspiração apresenta melhores resultados em comparação ao tratamento conservador, proporcionando uma redução significativa da dor com segurança.
A lipoaspiração, neste contexto, visa remover o excesso de tecido adiposo afetado, melhorando a mobilidade, aliviando dores e retardando a progressão do lipedema, que pode levar a complicações osteoarticulares. Os tratamentos conservadores, que incluem compressão, drenagem linfática, exercícios e cuidados alimentares, têm mostrado eficácia na redução do inchaço, mas apresentam limitações em relação ao alívio da dor, que é o principal sintoma da doença.
O estudo foi um ensaio clínico multicêntrico, envolvendo 1973 mulheres com lipedema em diferentes estágios e dor nas pernas. Após um período de tratamento conservador, 410 mulheres foram selecionadas aleatoriamente para receberem lipoaspiração ou seguirem com o tratamento conservador. Após um ano, 68% das pacientes que se submeteram à lipoaspiração relataram redução da dor, em contraste com apenas 8% das que continuaram com o tratamento conservador.
Embora a pesquisa tenha comparado os dois métodos, é essencial destacar que eles não se excluem; o tratamento conservador continua sendo uma base importante no manejo da doença. A lipoaspiração para lipedema, ao contrário da convencional, tem objetivos terapêuticos, incluindo alívio da dor e redução da carga mecânica nas articulações.
Técnicas inovadoras, como a Lipedefinition, combinam o tratamento do lipedema com a remodelação corporal, respeitando as características da condição. Pacientes frequentemente relatam melhorias significativas não apenas na aparência, mas também na funcionalidade, permitindo maior liberdade para atividades físicas e redução do desconforto diário.
Embora haja maior incidência de efeitos adversos entre as pacientes que realizaram a lipoaspiração, a maioria desses eventos foi leve a moderada, sem ocorrências inesperadas ou com risco de vida. Esses dados fortalecem a evidência sobre o tratamento do lipedema e contribuem para a melhoria da qualidade de vida das pacientes.
Rafael Erthal é cirurgião plástico, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e da Associação Brasileira de Cirurgia Plástica Estética (BAPS).
Fonte: VEJA
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