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Estudo da ONU alerta sobre o envelhecimento da população brasileira e seus impactos
Estudo da ONU alerta sobre o envelhecimento da população brasileira e seus impactos
Por Redação
24/08/2026 às 15:30

Foto: VEJA
Um relatório da CEPAL aponta que o Brasil deve encerrar seu bônus demográfico até 2028, exigindo reformas nas políticas públicas.
Um estudo realizado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) revela que o Brasil está se aproximando do fim do seu bônus demográfico. As projeções indicam que, até 2028, o crescimento da população em idade ativa não superará mais o número de pessoas dependentes, como crianças e idosos.
O relatório foi apresentado na semana passada em Montevidéu, durante a 6ª Reunião da Conferência Regional sobre População e Desenvolvimento. O documento destaca um avanço significativo no envelhecimento da população brasileira, especialmente entre aqueles com mais de 80 anos, o que intensificará a pressão sobre a proteção social e exigirá um aumento nos investimentos públicos para manter o sistema previdenciário.
Além do aumento da expectativa de vida, a diminuição da taxa de natalidade contribui para esse cenário, uma tendência observada em toda a América do Sul e Central. Em 2024, a taxa média de fecundidade na região deverá cair para 1,8 filho por mulher, um número inferior ao necessário para manter a população estável. Enquanto isso, a taxa de gravidez entre jovens de 15 a 19 anos permanece alta, com 50 nascimentos para cada mil mulheres nesta faixa etária.
Outro ponto abordado no estudo é o avanço da urbanização, que deve levar 82% da população da região a viver em áreas urbanas até 2026. Diante desse panorama, os pesquisadores afirmam que o envelhecimento da população na América Latina não apenas pressionará o sistema previdenciário, mas também exigirá reformas nos sistemas de saúde.
As projeções da CEPAL e do UNFPA indicam que, em 2050, 182 milhões de pessoas na América Latina terão 60 anos ou mais, o que representará 25% da população da região. Para enfrentar esses desafios, os especialistas sugerem o desenvolvimento de políticas públicas que incentivem a participação das mulheres no mercado de trabalho, investimentos em educação e a modernização dos sistemas de assistência social e previdência.
Fonte: VEJA
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