Aumento de casos de Mpox motiva envio de vacinas ao Rio de Janeiro
Por Redação
31/10/2026 às 19:39
Atualizado em 31/10/2026 às 22:39

Foto: VEJA
O estado registrou 74 novos casos em dois meses, superando em mais de sete vezes o total do mesmo período de 2025.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou neste sábado, 31, que o governo federal intensificou o envio de vacinas contra a Mpox para o Rio de Janeiro, em resposta ao aumento dos casos da doença. Em suas redes sociais, Padilha destacou que o Ministério da Saúde está em vigilância ativa com estados e municípios e que a vacinação segue focada nos grupos recomendados.
Nos últimos dois meses, a capital fluminense registrou 74 infecções, sendo 45 em setembro e 29 em outubro, conforme dados do Observatório Epidemiológico do município. Este número é mais de sete vezes maior do que os dez casos reportados no mesmo período de 2025. Setembro foi o mês com maior número de diagnósticos nos últimos três anos.
Atualmente, dez pessoas estão internadas no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fiocruz, em Manguinhos, devido à Mpox. A doença é causada por um vírus que pode gerar febre, dores no corpo e lesões cutâneas que podem evoluir para bolhas. A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões, fluidos corporais e objetos contaminados.
Apesar do aumento nos casos, Padilha ressaltou que a situação atual é distinta do surto de quatro anos atrás. Ele observou que, até agora, o Brasil registrou 665 casos de Mpox em 2026, o que é significativamente menor do que os quase 11 mil casos em 2022.
A vacinação permanece direcionada a grupos específicos, incluindo pessoas vivendo com HIV com comprometimento grave do sistema imunológico, profissionais de laboratório que trabalham diretamente com o vírus e aqueles que tiveram contato de risco com casos confirmados ou suspeitos.
Fonte: VEJA


