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A trajetória de Binho Galinha, deputado preso e líder do Jogo do Bicho

A trajetória de Binho Galinha, deputado preso e líder do Jogo do Bicho

Por Redação

06/09/2026 às 06:45

A trajetória de Binho Galinha, deputado preso e líder do Jogo do Bicho

Foto: A Tarde

Kleber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha, é um deputado estadual que, mesmo preso, se projeta como candidato forte à reeleição na Bahia.

A história política e criminal de Feira de Santana se entrelaça com a ascensão de Kleber Cristian Escolano de Almeida, o Binho Galinha, que comanda um império do crime na região. Seu grupo criminoso tem raízes desde a década de 1990, mas consolidou-se definitivamente em 2013, quando a exploração do jogo do bicho se tornou um monopólio sob seu controle.

Binho, de 46 anos, é natural de Milagres e passou a maior parte da vida em Feira de Santana. Seu apelido surgiu quando trabalhou como entregador em um abatedouro de galinhas. Ele começou sua trajetória política durante a pandemia, realizando ações de caridade que o tornaram popular. Em 2022, foi eleito deputado estadual, recebendo cerca de 49,8 mil votos.

Apesar de estar preso desde outubro de 2025, Binho Galinha é acusado de chefiar uma milícia desde 2013 e, mesmo assim, recebeu convite para se filiar ao partido Avante, aumentando suas chances de reeleição. O Ministério Público da Bahia (MPBA) afirma que sua organização movimentou mais de R$ 290 milhões, envolvendo atividades ilícitas como agiotagem e extorsão.

A virada em sua trajetória criminal ocorreu em março de 2013, com o assassinato de Oldair José da Silva Mascarenhas, conhecido como "Dainho", o que levou Binho a assumir o controle do jogo do bicho na região. Desde então, ele estruturou uma rede criminosa organizada e complexa, que inclui sua família e até policiais militares em suas operações.

As investigações revelam que Binho Galinha mantém um esquema de operação diversificado, com núcleos de atuação que vão da agiotagem ao jogo do bicho, e ainda promoveu a expansão patrimonial por meio de empresas de fachada. Sua prisão em 2025 veio após uma série de operações policiais que culminaram em sua apresentação ao MPBA.

Recentemente, ele foi condenado a 36 anos e 9 meses de prisão por posse ilegal de armas, mas as acusações de organização criminosa e outros crimes ainda estão sendo analisadas judicialmente. Apesar das dificuldades legais, sua candidatura à reeleição continua viável, e ele permanece um personagem central na intersecção entre crime organizado e política na Bahia.

Fonte: A Tarde

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