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TSE substitui 1.121 urnas e descarta interferência estrangeira nas eleições

TSE substitui 1.121 urnas e descarta interferência estrangeira nas eleições

Por Redação

04/10/2026 às 14:30

TSE substitui 1.121 urnas e descarta interferência estrangeira nas eleições

Foto: VEJA

O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, informou que a troca de urnas foi causada principalmente por oscilação de energia. O Paraná teve o maior número de problemas.

No último domingo, 4, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, anunciou que 1.121 urnas eletrônicas foram substituídas durante o dia, representando 0,2% do total. Ele explicou que a oscilação de energia foi a principal causa das trocas de equipamentos, afirmando que "não há votação manual no país neste momento".

O estado mais afetado foi o Paraná, onde chuvas e ventos fortes impactaram quase 140 cidades, com cerca de 90 delas ainda enfrentando problemas de energia. "Todas as urnas estão funcionando. Temos geradores e baterias suficientes para concluir o processo de votação e transmissão", garantiu o ministro, que acrescentou que a votação estava transcorrendo de forma tranquila e transparente.

Em relação a possíveis interferências estrangeiras, Nunes Marques informou que as equipes de monitoramento não encontraram evidências concretas de ameaças internacionais ao pleito. Ele acredita que o trabalho realizado pelo TSE e a conformidade das plataformas com a legislação brasileira contribuíram para evitar problemas.

A Polícia Federal (PF) também anunciou a abertura de uma investigação sobre uma possível interferência dos Estados Unidos nas eleições, a pedido da Advocacia-Geral da União (AGU). No que diz respeito à desinformação, o TSE registrou 453 alertas e cerca de 2.800 ocorrências, sem que houvesse deepfakes relevantes nas redes sociais.

Sobre o uso de celulares nas cabines de votação, Nunes Marques destacou que houve monitoramento rigoroso para impedir a entrada de dispositivos eletrônicos. Ele mencionou o caso do candidato Romeu Zema, que levou um celular para a cabine, prática proibida pela legislação eleitoral. O ministro reconheceu que algumas intercorrências são naturais e que as medidas cabíveis devem ser tomadas pelos tribunais regionais.

Esta eleição também marcou a primeira vez em que o e-Título pôde ser baixado no dia da votação, com mais de 6 milhões de documentos emitidos. Além disso, ocorreram mais de 15 milhões de consultas sobre locais de votação e mais de 3 milhões de justificativas feitas pelo aplicativo. A Justiça Eleitoral ainda transportou mais de 2.000 eleitores com mobilidade reduzida e mais de 8.000 moradores de comunidades remotas para os locais de votação.

Nunes Marques aproveitou para homenagear a ministra Cármen Lúcia, sua antecessora na presidência do TSE, ressaltando que ela foi fundamental na preparação para as eleições de 2026.

Fonte: VEJA

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