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TSE exige relatório da Meta sobre canal ‘Exército do Lula’

TSE exige relatório da Meta sobre canal ‘Exército do Lula’

Por Redação

22/10/2026 às 18:00

TSE exige relatório da Meta sobre canal ‘Exército do Lula’

Foto: VEJA

Ministro Nunes Marques atendeu a solicitação da campanha de Flávio Bolsonaro, que acusa canal de interferir em buscas online.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, ordenou nesta quinta-feira, 22, que a Meta apresente um relatório técnico sobre o canal de WhatsApp denominado "Exército do Lula" em um prazo de 24 horas. A decisão foi tomada após um pedido da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), que alegou que o canal estaria sendo utilizado para influenciar tendências de busca nas redes sociais e no Google.

A Meta, responsável pelo WhatsApp, Instagram e Facebook, deve fornecer uma manifestação detalhada, incluindo um relatório com metodologia, critérios, resultados e limitações. Entre as informações solicitadas estão a identificação de comportamentos coordenados, análise de padrões de engajamento e rastreabilidade de conteúdos.

O pedido da campanha de Flávio foi feito no dia 20 de outubro, mencionando que o canal estaria promovendo buscas em massa por termos que geram notícias negativas sobre o senador, como “Flávio miliciano” e “Flávio Comando Vermelho”. A campanha argumentou que isso estaria impactando as tendências de pesquisa tanto no Google quanto nas redes sociais.

Nunes Marques justificou a necessidade do relatório técnico para uma análise mais aprofundada do caso. Após a entrega do documento, o Ministério Público terá 24 horas para se manifestar antes que o ministro tome uma decisão final.

Em uma decisão anterior, no dia 11 de outubro, Nunes Marques havia retirado o canal do ar, suspeitando que ele estivesse espalhando informações falsas sobre Flávio. Essa decisão foi revertida rapidamente por outra liminar, mas o ministro solicitou uma investigação que não encontrou provas de fake news no canal. Posteriormente, ele condicionou o retorno do "Exército do Lula" ao registro como veículo de propaganda eleitoral, o que foi atendido pela campanha petista, resultando em 48 horas de inatividade do canal.

Fonte: VEJA

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