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Mensagens reveladas mostram que o banqueiro Daniel Vorcaro planejou um presente luxuoso para o presidente Lula, incluindo uma garrafa de uísque Macallan de 1945.
Em 29 de outubro de 2024, Daniel Vorcaro, um dos homens mais ricos do Brasil, fez uma solicitação a um de seus assistentes para localizar uma garrafa rara de uísque Macallan 1945, com a intenção de presenteá-la a Luiz Inácio Lula da Silva. As mensagens trocadas entre eles, que foram obtidas pela Polícia Federal, indicam que Vorcaro estava disposto a pagar até €80 mil pela garrafa, o que na época equivalia a cerca de R$ 500 mil.
A garrafa de Macallan 1945 é considerada um produto de luxo, com um histórico que remete à realeza, já que foi lançada em comemoração ao casamento do príncipe Charles com Diana. Vorcaro não escondeu suas intenções e, após encontrar uma garrafa, aprovou a compra sem hesitar.
Além do presente, Vorcaro buscava estreitar laços com o governo de Lula, especialmente em um momento em que seu banco, o Banco Master, enfrentava investigações. Em setembro de 2024, seu advogado, Walfrido Warde, o alertou sobre a importância da relação com o presidente, indicando que Lula estava disposto a ajudar o banco.
Para facilitar esse contato, Vorcaro contratou Guido Mantega, ex-ministro de Fazenda, como consultor, e se ofereceu a pagar propinas a integrantes do PT para captar recursos de fundos de pensão.
As comunicações entre Vorcaro e Warde revelam um planejamento meticuloso para encontros com Lula, que culminaram em uma reunião em 4 de dezembro de 2024. Durante esse encontro, Vorcaro acreditava ter recebido garantias de apoio do presidente, embora Lula mais tarde afirmasse que apenas tratou do assunto de maneira técnica.
Após sua prisão em novembro de 2025, Vorcaro tentou negociar acordos de delação premiada, alegando ser uma vítima de um esquema político que o deixara em uma situação precária, enquanto Lula enfrenta agora questões éticas relacionadas ao presente de alto valor.
O uísque Macallan 1945, que se tornou uma questão polêmica, foi mencionado por Lula em uma entrevista, onde ele afirmou que já havia consumido a bebida e que não a possuía mais.
Fonte: VEJA
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