SUS avalia nova abordagem para tratamento da hemofilia B
Por Redação
03/11/2026 às 08:30
Atualizado em 03/11/2026 às 08:46

Foto: VEJA
O SUS estuda a troca de infusões intravenosas por aplicações subcutâneas, reduzindo de 150 para 6 o número de aplicações anuais. Consulta pública deve ser lançada em até 60 dias.
A hemofilia B, uma condição genética que afeta a coagulação do sangue, recebe tratamento gratuito pelo SUS. No entanto, o protocolo atual está sob análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). Atualmente, os pacientes realizam até 150 infusões intravenosas por ano, o que gera desconforto físico e demanda deslocamentos para as unidades de saúde para a reposição do Fator IX, essencial para a coagulação.
A proposta em análise sugere a troca das infusões intravenosas por aplicações subcutâneas a cada dois meses. Segundo Carolina Cohen, fundadora da Colabore com o Futuro, essa mudança proporcionaria mais conforto e autonomia aos pacientes, além de otimizar recursos na rede pública de saúde. "Essa inovação visa garantir a adesão ao tratamento, fundamental para a saúde dos pacientes", destacou Cohen.
A discussão na Conitec se baseia em aspectos técnicos, mas também busca considerar a contribuição da sociedade por meio de consultas públicas. Essa participação pode ajudar a identificar a economia gerada para o sistema de saúde e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. O processo de revisão do tratamento está coletando opiniões de grupos, associações, familiares e profissionais da saúde, com expectativa de que a consulta pública seja aberta em até dois meses.
Desde 2017, a Colabore com o Futuro tem atuado na inclusão de mais de setenta medicamentos e mudanças de procedimentos na rede pública, impactando a vida de mais de 22 milhões de brasileiros. Apesar da burocracia que pode atrasar a implementação das novas diretrizes, Cohen ressalta a importância da mobilização social nas consultas públicas como um meio de avançar nas melhorias necessárias.
"É uma ferramenta extremamente importante que precisamos aproveitar e usar. Quanto mais participarmos, mais próximos estaremos de construir o país que desejamos", concluiu a especialista.
Fonte: VEJA
Relacionadas
Dietas recomendadas para sobreviventes de câncer visam reduzir riscos cardiovasculares
03/11/2026 às 08:12
Por Redação
Mais Lidas


