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Sobrinhos de Marcinho VP são detidos por repassar mensagens do líder do Comando Vermelho
Sobrinhos de Marcinho VP são detidos por repassar mensagens do líder do Comando Vermelho
Por Redação
29/10/2026 às 18:31

Foto: VEJA
Dois sobrinhos de Marcinho VP foram presos por atuarem como intermediários na comunicação entre o traficante e a cúpula da facção criminosa.
Nesta quinta-feira, 29, dois sobrinhos de Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, foram detidos durante a Operação Cesura, conduzida pelo Ministério Público Federal (MPF). A investigação revelou que eles funcionavam como intermediários entre o líder do Comando Vermelho, preso há 19 anos em uma penitenciária federal em Campo Grande, MS, e outros integrantes da facção que estão em liberdade.
Marcinho VP, mesmo encarcerado, mantém o controle da organização por meio de mensagens que são repassadas por visitantes, incluindo familiares, de acordo com o MPF. A 3ª Vara Federal de Campo Grande autorizou não apenas as prisões, mas também a realização de buscas em Belford Roxo e no Rio de Janeiro.
Um dos suspeitos possui um cargo comissionado em uma Câmara Municipal na Baixada Fluminense. Em um caso investigado, registrado em janeiro de 2025, um dos detidos se encontrou pessoalmente com um membro da liderança do CV no Rio de Janeiro antes de visitar Marcinho VP, e ao retornar, teria relatado sobre um recado que levou ao líder preso. Este padrão de comunicação se repetiu várias vezes nos meses subsequentes.
A Polícia Penal monitorava as interações no parlatório e, com base em mensagens analisadas, ficou evidente que Marcinho VP continua a ser visto como a principal autoridade na hierarquia da organização criminosa. A investigação teve início a partir de informações colhidas na Operação Red Fox, que foi deflagrada em junho para investigar o tráfico internacional de armas na região norte do Brasil, resultando na prisão de quatro indivíduos.
Os sobrinhos de Marcinho VP podem enfrentar penas de até 20 anos de prisão se forem condenados pela Lei Antifacção, além de possíveis acusações sob a Lei de Drogas, por sua colaboração com uma organização dedicada ao tráfico de narcóticos.
Fonte: VEJA
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