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Operação Quimeira desmantela esquema de lavagem de dinheiro do Comando Vermelho
Operação Quimeira desmantela esquema de lavagem de dinheiro do Comando Vermelho
Por Redação
04/08/2026 às 08:53
Atualizado em 04/08/2026 às 10:30

Foto: VEJA
A Polícia Civil e o MPRJ realizam operações em Búzios e na Zona Norte do Rio, desarticulando um esquema que movimentou mais de R$ 11 milhões.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro, em conjunto com o Ministério Público (MPRJ), lançou nesta terça-feira, 4, a Operação Quimeira, que visa desarticular um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro operado pelo Comando Vermelho (CV). A operação abrange a capital fluminense, com mandados de prisão sendo cumpridos em locais como o Várzea Country Clube, na Zona Norte, e uma pousada em Búzios.
As investigações, que começaram após denúncias de ameaças a dirigentes do Social Clube Marabu, revelaram que o CV utilizava esses espaços de lazer para ocultar a origem de recursos provenientes do tráfico de drogas. Os criminosos exigiam um pagamento mensal de R$ 6 mil para que o clube permanecesse em operação sem represálias, além de tentativas de controle administrativo do local.
A mesma tática era aplicada no Várzea Country Clube, onde membros da organização criminosa assumiram informalmente a gestão, controlando eventos e finanças do clube. A Polícia Civil destacou que um núcleo familiar estava por trás da administração financeira paralela do espaço.
Além disso, uma pousada em Búzios, com 16 quartos e cinco funcionários, chamou a atenção por movimentar R$ 3,44 milhões em pouco mais de seis meses, além de registrar mais de 600 depósitos em dinheiro, totalizando cerca de R$ 955 mil. A operação identificou um operador financeiro, uma mulher responsável pela administração do clube e outros suspeitos que realizaram movimentações significativas, inclusive transferências via PIX.
A análise de Relatórios de Inteligência Financeira (RIF) revelou que as transações dos investigados não condiziam com suas rendas declaradas, indicando um esquema para ocultar a origem dos recursos e facilitar a lavagem de dinheiro. No total, o grupo movimentou mais de R$ 11 milhões.
Os envolvidos podem ser acusados de ocultação patrimonial, lavagem de dinheiro e pulverização de recursos. A Justiça já foi acionada para bloquear valores e ativos financeiros, além de solicitar a quebra de sigilos bancário e fiscal dos suspeitos.
Fonte: VEJA
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