O impacto das ondas de calor na saúde das mulheres durante a menopausa
Por Redação
30/10/2026 às 11:29

Foto: VEJA
Um novo guia do Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas enfatiza a importância de tratar os sintomas da menopausa, como as ondas de calor, com hormônios e outros medicamentos.
Durante uma reunião, o calor intenso surge inesperadamente, causando suor e palpitações. Esse é um cenário comum para muitas mulheres durante a menopausa, que costumam receber respostas como "é coisa da idade" ou "é frescura". No entanto, o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas publicou recentemente diretrizes que reconhecem a eficácia de tratamentos para os sintomas vasomotores, como as ondas de calor e o suor noturno.
A menopausa, fase que marca a transição até a última menstruação, é caracterizada pela diminuição da atividade dos ovários e a consequente queda de estrogênio. Isso provoca desregulação no hipotálamo, a parte do cérebro que controla a temperatura, levando a episódios de calor intenso conhecidos como fogachos, que podem durar de poucos minutos e são acompanhados de calafrios e ansiedade.
Estudos indicam que entre 50% e 90% das mulheres experienciam esses sintomas, que podem começar mais de uma década antes da menopausa e persistir por anos. A terapia hormonal continua sendo a opção mais recomendada, especialmente o estrogênio combinado com progestagênio, que demonstrou reduzir a frequência dos fogachos em 57% em comparação ao placebo.
A utilização de adesivos e géis é considerada uma alternativa eficaz com menor risco de trombose do que os comprimidos. É aconselhável iniciar o tratamento antes dos 60 anos ou dentro dos primeiros dez anos após a menopausa, levando em conta o histórico de saúde da paciente.
Embora existam riscos associados à terapia hormonal, como aumento do risco de derrame e câncer de mama, esses riscos são mais significativos em mulheres acima de 60 anos. A situação é diferente para mulheres entre 50 e 59 anos, onde o risco cardiovascular é bem menor.
Para aquelas que não podem ou não desejam utilizar hormônios, novas opções de medicamentos, como os antagonistas da neurocinina, já estão disponíveis, sendo um exemplo o fezolinetanto, aprovado pela Anvisa. Outros medicamentos, incluindo certos antidepressivos, também são recomendados como alternativas. Terapias complementares, como acupuntura e exercícios, podem ser benéficas.
Por outro lado, não há evidências que comprovem a eficácia de tratamentos como soja e fitoterápicos. Mulheres que enfrentam sintomas intensos devem buscar orientação médica e preparar perguntas para discutir as melhores opções de tratamento, garantindo que suas necessidades sejam atendidas.
Fonte: VEJA
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