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MPF investiga possível vazamento de informações sigilosas por chefe da PF sobre Frei Chico
MPF investiga possível vazamento de informações sigilosas por chefe da PF sobre Frei Chico
Por Redação
20/10/2026 às 12:44

Foto: VEJA
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, é investigado por suposto vazamento de dados em entrevista que isentou Frei Chico, irmão de Lula, de investigações sobre fraudes no INSS.
O Ministério Público Federal (MPF) abriu um Procedimento Investigatório Criminal para apurar se Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, divulgou informações sigilosas durante uma entrevista em abril de 2025. Na ocasião, Rodrigues declarou que Frei Chico, irmão do presidente Lula, não estava sendo investigado na Operação Sem Desconto, que visava sindicatos envolvidos em fraudes milionárias contra aposentados do INSS.
A operação da PF ocorreu dois dias antes da entrevista e resultou em buscas em diversas entidades. Apesar de Rodrigues afirmar que o sindicato Sindnapi, do qual Frei Chico era vice-presidente, não era alvo, a investigação apontava o contrário, levantando suspeitas sobre um possível vazamento de informações.
O MPF, em sua análise, rejeitou o arquivamento do caso e determinou que diligências sejam realizadas para verificar se houve violação do dever funcional por parte de Rodrigues, que pode ter infringido o artigo 325 do Código Penal ou praticado ato de improbidade, conforme o artigo 11 da Lei de Improbidade Administrativa (LIA).
Entre as medidas a serem tomadas, o MPF convocará Rodrigues para prestar esclarecimentos sobre suas declarações. Além disso, o caso foi encaminhado à Justiça Federal, incluindo documentos que estabelecem o sigilo do inquérito relacionado ao Sindnapi.
Meses após a entrevista, a PF realizou outra operação que incluiu o sindicato de Frei Chico como alvo, mas não houve ordens de busca contra ele. A operação anterior cumpriu 66 mandados em diversos estados brasileiros, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Em nota, os advogados do Sindnapi expressaram surpresa com os mandados de busca e apreensão na sede do sindicato e nas residências de seus dirigentes. A Polícia Federal, até o momento, não se manifestou sobre a investigação.
Fonte: VEJA
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