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MPF acompanha crise humanitária de povo indígena em Minas Gerais

MPF acompanha crise humanitária de povo indígena em Minas Gerais

Por Redação

31/10/2026 às 18:01

Atualizado em 31/10/2026 às 22:39

MPF acompanha crise humanitária de povo indígena em Minas Gerais

Foto: VEJA

O Ministério Público Federal identificou problemas sérios como alta mortalidade infantil e racismo institucional entre os Maxakali.

O Ministério Público Federal (MPF) iniciou, nesta semana, um procedimento para monitorar as ações judiciais destinadas a enfrentar a grave situação humanitária do Povo Maxakali, autodenominado Tikmũ’ũn, localizado no Vale do Mucuri, em Minas Gerais. O processo judicial envolve a União, a Funai, o Estado de Minas Gerais e os municípios de Bertópolis, Ladainha, Santa Helena de Minas e Teófilo Otoni, com o objetivo de resolver questões como a elevada taxa de mortalidade infantil, o racismo institucional e as deficiências nos serviços de saneamento e saúde.

A Justiça, após deferimento parcial de medidas liminares, reconheceu a natureza estrutural do problema e estabeleceu a necessidade de um acompanhamento contínuo das ações determinadas. Para garantir a participação das lideranças locais, o MPF solicitou a realização de audiências nas aldeias indígenas, com o suporte logístico necessário.

Entre os problemas destacados pelo MPF estão:

  • Altíssima taxa de mortalidade infantil na comunidade.
  • Baixa expectativa de vida entre os Maxakali.
  • Presença de racismo institucional nos serviços públicos.
  • Barreiras étnicas e linguísticas no acesso ao Sistema Único de Saúde (SUS).
  • Irregularidade no fornecimento de água potável.
  • Dependência hídrica nas escolas, afetando a captação de água nas aldeias.
  • Insegurança alimentar devido ao fornecimento irregular de insumos e inadequação do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
  • Discriminação e omissão de assistência em unidades de saúde locais.
  • Falta de capacitação intercultural em direitos humanos entre profissionais de saúde.
  • Demoras na regulação e acolhimento de pacientes indígenas em situações críticas.
  • Altas hospitalares prematuras antes da completa recuperação dos pacientes.
  • Deficiência na logística de transporte e acompanhamento para pacientes indígenas.
  • Vulnerabilidade e exploração econômica de mulheres e famílias indígenas.
  • Desproteção na rede socioassistencial regional.
  • Inadequação nas Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) em Ladainha e necessidade de reformas em outras UBSIs.
  • Acidentes recorrentes devido a falhas nos sistemas de para-raios nas aldeias.

Fonte: VEJA

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