Malafaia aguarda desfecho do STF antes de convocar protesto bolsonarista
Por Redação
15/09/2026 às 09:01
Atualizado em 15/09/2026 às 10:12

Foto: VEJA
O pastor Silas Malafaia está cauteloso em relação à sessão do STF que analisará a relação entre Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Silas Malafaia, pastor e influente articulador dos protestos em apoio a Jair Bolsonaro, adota uma postura de espera diante da sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) marcada para hoje, que avaliará a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. Ao invés de convocar imediatamente uma nova manifestação, Malafaia sugere que o movimento aguarde o resultado da análise judicial.
A sessão, que começa às 10h, examinará a possibilidade de abrir uma investigação sobre Moraes. O debate surge em meio à divulgação de documentos pela Polícia Federal, que evidenciam supostas conexões entre Vorcaro e o ministro, incluindo contratos milionários com o escritório da esposa de Moraes.
Um dos contratos em questão estipulava o pagamento de 36 parcelas mensais de R$ 3 milhões ao escritório, totalizando R$ 108 milhões, com um valor bruto que poderia ultrapassar R$ 131 milhões devido a tributos. Além disso, há registros de um segundo contrato de honorários que previa até R$ 50 milhões em 36 meses, com uma proposta de pagamento que envolvia a transferência de cotas de aeronaves avaliadas em R$ 40 milhões.
Malafaia comentou que antes de agendar qualquer ato em Brasília, é necessário observar como o ministro será tratado durante a sessão. Ele afirma: "Precisamos ver como o Moraes será blindado, se haverá algum acordo. Caso isso ocorra, iremos para a rua, sim, em um grande ato em Brasília".
A relação de Vorcaro com a família de Moraes também é detalhada em documentos que revelam cartões de crédito com limites de R$ 300 mil para os filhos do ministro e uma recepção em um hotel de luxo em Campos do Jordão organizada por Vorcaro.
No último domingo, Moraes pediu o levantamento do sigilo de uma petição que contém informações sobre pagamentos e contratos relacionados a Vorcaro, um pedido que foi aceito pelo presidente do STF, Edson Fachin, após o apoio da Procuradoria-Geral da República.
Fonte: VEJA
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