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HPV: dados iniciais do teste de prevenção do câncer de colo do útero no SUS

HPV: dados iniciais do teste de prevenção do câncer de colo do útero no SUS

Por Redação

29/10/2026 às 11:00

HPV: dados iniciais do teste de prevenção do câncer de colo do útero no SUS

Foto: VEJA

O novo teste molecular detectou HPV de alto risco em 10% das amostras analisadas no SUS.

Após um ano da implementação do teste molecular para detecção do papilomavírus humano (HPV) na rede pública de saúde, o Ministério da Saúde divulgou os primeiros dados deste ano, revelando que 10% das amostras analisadas mostraram presença de tipos de HPV que podem levar ao câncer de colo do útero.

Desde o início do programa, foram coletadas 153 mil amostras em todo o Brasil. Das 93 mil amostras processadas em 2026, 9.904 resultaram positivas para cepas de alto risco, como as associadas aos tipos 16 e 18, que têm maior potencial de causar a doença. O ministério destacou que o teste permite um acompanhamento adequado e encaminhamentos rápidos para investigação e tratamento das pacientes.

O exame de DNA-HPV está disponível em 26 estados, com exceção do Espírito Santo, que ainda não iniciou a aplicação do teste devido à necessidade de finalização de etapas organizacionais locais. A previsão é que o envio de materiais para esse estado ocorra ainda este ano.

O teste utiliza a técnica de PCR (reação em cadeia de polimerase) para identificar a infecção por HPV e avaliar o risco de desenvolvimento de câncer. Estudos indicam que esse método é mais eficaz na detecção de lesões precursoras do câncer de colo do útero, contribuindo para a redução de novos casos e mortes decorrentes da doença.

Um estudo de 2024, realizado pelo Hospital da Mulher Prof. Dr. José Aristodemo Pinotti (Caism) da Unicamp, revelou que o teste de DNA-HPV é quatro vezes mais eficaz que o papanicolau na identificação de lesões pré-cancerosas, tendo detectado 258 lesões de alto grau e 29 casos de câncer, a maioria deles em estágio inicial, quando as chances de tratamento são maiores.

O câncer de colo do útero, resultante da infecção por tipos de HPV transmitidos sexualmente, é o terceiro mais comum entre as mulheres e o quarto que mais causa mortes nesse grupo, especialmente entre aquelas em situação de vulnerabilidade social. A estimativa é de que entre 2026 e 2028, cerca de 19.310 novos casos sejam diagnosticados anualmente no Brasil.

Embora muitas infecções por HPV sejam assintomáticas, é importante que as pacientes fiquem atentas a sintomas como sangramentos anormais, dor durante a relação sexual e corrimento vaginal com odor. Em estágios mais avançados, outros sinais podem incluir dor pélvica, cansaço extremo e inchaço nas pernas.

A vacinação continua a ser a principal forma de prevenção contra o HPV. No SUS, as vacinas estão disponíveis gratuitamente para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, pacientes oncológicos, vítimas de violência sexual entre 9 e 45 anos e pessoas imunocomprometidas, como portadores de HIV ou transplantados.

Fonte: VEJA

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