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A plataforma retirou vídeos com informações enganosas sobre saúde após notificação da AGU.
O Google removeu 46 canais e 11 vídeos do YouTube que utilizavam inteligência artificial para criar médicos fictícios e disseminar informações de saúde imprecisas. A ação foi tomada após uma notificação extrajudicial da Advocacia-Geral da União (AGU), enviada no início de setembro.
A AGU apontou que os conteúdos promoviam curas e sugeriam tratamentos sem comprovação científica, o que poderia incentivar a automedicação e desviar pacientes de terapias prescritas. O Ministério da Saúde havia identificado 97 perfis com esse tipo de conteúdo e repassado os casos à Polícia Federal e ao Conselho Federal de Medicina (CFM).
Além dos canais removidos, o Google informou que já havia desativado outros 32 canais e quatro vídeos antes da notificação. Dois canais também perderam a capacidade de monetização. A empresa explicou que essas ações foram motivadas por violações de suas políticas contra fraudes e roubo de identidade.
A Associação Paulista de Medicina (APM) expressou preocupação com a dificuldade em diferenciar orientações legítimas de conteúdos gerados por IA. O diretor da APM, Antônio Carlos Endrigo, alertou que a persuasão desses avatares pode levar pacientes a duvidar de seus médicos e a comprometer a continuidade de seus tratamentos.
Fonte: VEJA
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