Análise revela baixa convergência dos planos de governo com agenda liberal
Por Redação
01/10/2026 às 14:30

Foto: VEJA
Estudo do movimento Livres mostra que os principais presidenciáveis têm apenas 30,6% de alinhamento com propostas liberais.
Os planos de governo de seis presidenciáveis apresentam uma média de apenas 30,6% de convergência com as propostas liberais do movimento Livres. A análise revelou que todos os candidatos obtiveram menos de 25% de convergência em pelo menos um dos cinco eixos avaliados, com Roma Zema, do Novo, sendo o único a ultrapassar 50% no total.
Os dados provêm do Índice de Convergência Liberal, criado pela organização, que comparou os programas registrados no TSE com o Caderno de Políticas Públicas 2026. Este documento contém 113 propostas distribuídas em cinco áreas: Segurança Pública, Reformas do Estado, Educação, Meio Ambiente e Saúde, e Caminhos para a Prosperidade.
Zema alcançou 54,8% de convergência, seguido por Ronaldo Caiado com 44,3%, Flávio Bolsonaro com 31%, Lula com 20,4%, Augusto Cury com 18,1% e Renan Santos com 15,1%. Os maiores índices de Zema foram em Caminhos para a Prosperidade (73,9%), Educação (61,5%) e Reformas do Estado (58,3%), enquanto em Segurança Pública sua pontuação foi de apenas 15,6%.
A segurança se mostrou como a área com menor alinhamento, com uma média de 31,8% entre os candidatos. O estudo também identificou propostas incompatíveis com garantias constitucionais em cinco dos seis programas, levando à exclusão de 17 propostas consideradas inconstitucionais antes da comparação com a agenda do Livres.
Renan Santos teve o maior número de propostas excluídas, somando nove, incluindo a criação de tribunais especializados. Zema e Flávio Bolsonaro tiveram três propostas excluídas cada um. O plano de Lula não apresentou propostas que fossem desqualificadas por esse critério.
Enquanto o programa de Lula alcançou 53,1% de convergência em Segurança Pública, apresentando propostas como câmeras corporais e integração de dados, em Reformas do Estado registrou apenas 1,4%, o que representa o maior nível de divergência entre os eixos.
Caiado se destacou em Meio Ambiente e Saúde, com 62% de convergência, e também obteve boas colocações nos outros eixos. O estudo apontou que algumas propostas, como voto facultativo e regulamentação do uso de drogas, não constam em nenhum dos planos analisados.
Magno Karl, cientista político e diretor executivo do Livres, destacou que a agenda econômica e a proteção às liberdades individuais devem caminhar juntas para um programa que se alinhe ao liberalismo. O índice foi calculado a partir da soma de pontos atribuídos a cada proposta, refletindo a convergência ou divergência em relação às propostas do movimento.
O Livres enfatiza que não apoia candidaturas e não recomenda votos baseados exclusivamente no índice de convergência.
Fonte: VEJA
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