Flávio Bolsonaro herda votos de Jair e empata com Lula em pesquisa
Por Redação
09/09/2026 às 13:18

Foto: VEJA
Uma nova pesquisa mostra que Flávio Bolsonaro absorveu praticamente todos os votos de Jair Bolsonaro, apresentando empate técnico com Lula no primeiro turno.
A análise da CEO do Instituto Ideia, Cila Schulman, revela que Flávio Bolsonaro praticamente completou a transferência dos votos de eleitores que ainda preferiam Jair Bolsonaro, mesmo após sua inelegibilidade. Durante o programa Ponto de Vista, apresentado por Laísa Dall’Agnol, Schulman destacou que a nova pesquisa Meio/Ideia mostra um empate técnico entre Flávio e Lula tanto no primeiro quanto no segundo turno.
No cenário estimulado do primeiro turno, Lula lidera com 38,4% das intenções de voto, enquanto Flávio aparece com 37,3%. Augusto Cury tem 6,6%, e Renan Santos e Ronaldo Caiado, 4% cada. A pesquisa, realizada entre 4 e 7 de setembro, ouviu 1.500 eleitores e tem uma margem de erro de 2,5 pontos percentuais.
De acordo com Schulman, o movimento mais significativo para a candidatura de Flávio se revela na pesquisa espontânea, onde os eleitores não são apresentados a nomes específicos. Ela afirma que os eleitores que ainda manifestavam intenção de votar em Jair passaram a apoiar Flávio, indicando uma quase totalidade de transferência de votos.
Schulman também observou que a força dos dois principais candidatos está ligada ao grau de reconhecimento que eles têm entre os eleitores. Ela apontou que a campanha é curta, o que limita mudanças na dinâmica eleitoral. Apesar de Augusto Cury ter alcançado melhores índices em outras pesquisas, ele aparece com apenas 6,6% nesta rodada.
O equilíbrio entre Lula e Flávio se reflete não apenas nas intenções de voto, mas também em outros indicadores da pesquisa, como na rejeição. No cenário de segundo turno, ambos registram 46%, com 3,5% indicando voto branco ou nulo e 4,5% sem resposta. Schulman conclui que a eleição está fortemente polarizada entre os dois candidatos, embora mencione fatores externos que possam influenciar o eleitorado ao longo da campanha.
Ela enfatiza que o eleitorado se distribui de maneira equilibrada entre Lula e Flávio, caracterizando um país dividido.
Fonte: VEJA
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