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FDA aprova darasovasib, medicamento que aumenta a sobrevida em pacientes com câncer de pâncreas
FDA aprova darasovasib, medicamento que aumenta a sobrevida em pacientes com câncer de pâncreas
Por Redação
26/08/2026 às 13:48

Foto: VEJA
O darasovasib, um novo tratamento para adenocarcinoma pancreático, pode quase dobrar a sobrevida dos pacientes. A aprovação ocorreu em 26 de julho.
O darasovasib, um medicamento inovador no combate ao câncer de pâncreas, recebeu aprovação da FDA, agência regulatória dos EUA, no dia 26 de julho. Este tratamento é voltado para pacientes com adenocarcinoma ductal pancreático metastático que já passaram por outras terapias.
Este comprimido diário demonstrou a capacidade de quase dobrar a sobrevida dos pacientes. Em estudos, a média de sobrevida foi de 13,2 meses para os que utilizaram darasovasib, em comparação a 6,7 meses para aqueles que se submeteram à quimioterapia. Além disso, o tempo livre de progressão da doença foi de 7,3 meses com o novo medicamento, em contraste com 3,5 meses para a quimioterapia.
A eficácia do darasovasib deve-se à sua ação sobre a proteína RAS, que quando mutada, contribui para a proliferação das células cancerígenas. Essa mutação é encontrada em mais de 90% dos casos de adenocarcinoma ductal pancreático.
A aprovação do medicamento foi celebrada na reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, onde cerca de 10 mil médicos aplaudiram a novidade. O comissário interino da FDA, Kyle Diamantas, destacou a importância dessa nova opção terapêutica, considerando o câncer de pâncreas como uma doença extremamente desafiadora.
Os estudos também mostraram que o darasovasib apresenta menos efeitos colaterais em comparação à quimioterapia. Enquanto 43,6% dos pacientes tratados com o novo medicamento relataram efeitos adversos, essa taxa foi de 57,5% entre os que usaram quimioterapia. Os efeitos mais comuns do darasovasib foram erupções cutâneas e estomatite.
Além disso, o tratamento com darasovasib demonstrou um atraso significativo no agravamento da dor e na deterioração da qualidade de vida dos pacientes, com uma taxa de descontinuação de tratamento de apenas 1,2%, em contraste com 11,2% no grupo que recebeu quimioterapia.
Fonte: VEJA


