Estudo japonês revela que caminhar pode diminuir custos com saúde
Por Redação
05/11/2026 às 10:12

Foto: VEJA
Uma pesquisa em Osaka mostra que aumentar a quantidade de passos diários pode resultar em menores gastos com saúde em até seis meses.
Um estudo realizado em Osaka, Japão, revela que a quantidade de passos dados diariamente está relacionada à redução de gastos com saúde nos seis meses seguintes. A pesquisa analisou dados de 20.950 usuários do aplicativo oficial da Prefeitura de Osaka, o "A-Smile", que registra automaticamente a contagem de passos dos cidadãos.
Os pesquisadores cruzaram informações dos registros administrativos de planos de saúde com os dados do aplicativo, o que possibilitou uma análise mais precisa sobre a relação entre atividade física e gastos médicos. O estudo, publicado na revista SSM – Population Health, confirmou que a atividade física está associada a menores despesas com saúde, mas fez isso de uma forma mais robusta do que pesquisas anteriores que se baseavam em questionários.
A pesquisa focou em indivíduos com 40 anos ou mais e utilizou modelos estatísticos avançados para avaliar a relação entre a contagem de passos e os gastos com saúde. Os resultados indicam que a associação entre o número de passos e os custos não é linear, ou seja, não segue uma tendência constante. O estudo identificou que os gastos com saúde aumentam em níveis muito baixos de atividade física e que, após atingir cerca de 2.500 passos por dia, os custos tendem a diminuir.
Além disso, a análise revelou diferenças significativas entre adultos de meia-idade e idosos. Para os mais velhos, a relação entre passos e custos médicos foi mais pronunciada, sugerindo que incentivar caminhadas nesse grupo pode ter um impacto significativo na redução de despesas com saúde. Os pesquisadores observaram que os custos se estabilizam em torno de 11.000 passos diários.
Os autores do estudo ressaltaram que os resultados são específicos para a população analisada e não devem ser generalizados para outros contextos sem mais investigações. Eles sugerem que, caso intervenções para aumentar a atividade física mostrem resultados positivos, isso poderia justificar investimentos em infraestrutura para caminhadas e pedestres.
Fonte: VEJA
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