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Disputas eleitorais acirradas em quatro estados brasileiros

Disputas eleitorais acirradas em quatro estados brasileiros

Por Redação

14/08/2026 às 14:13

Disputas eleitorais acirradas em quatro estados brasileiros

Foto: VEJA

Estudos apontam que, entre os dez maiores colégios eleitorais, quatro estados enfrentam disputas acirradas e indefinidas para as eleições de 2027.

Uma pesquisa recente revelou que a Bahia está em um embate eleitoral bastante acirrado, com previsões de empates técnicos tanto no primeiro quanto no segundo turno. Se essas tendências se confirmarem em outubro, a eleição poderá ser decidida voto a voto. Porém, a Bahia não é a única a vivenciar essa situação. Outros três estados, também entre os dez maiores colégios eleitorais do Brasil, apresentam cenários igualmente indefinidos.

No Rio Grande do Sul, o atual governador Eduardo Leite (PSD) apoia seu vice, Gabriel Souza (MDB), como sucessor. Contudo, Souza não tem se destacado nas pesquisas, que mostram uma disputa intensa entre Juliana Brizola (PDT), que conta com o apoio do PT e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e Luciano Zucco (PL), respaldado pelo senador Flávio Bolsonaro. O levantamento mais recente do Paraná Pesquisas indica que Zucco possui 34,2% das intenções de voto, enquanto Brizola está com 30,1%, o que caracteriza um empate técnico, já que a margem de erro é de 2,6 pontos. Gabriel Souza aparece em terceiro lugar, com 13%.

Em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra (PSD) busca a reeleição após um primeiro mandato bem avaliado. Apesar de liderar as intenções de voto, ela está tecnicamente empatada com o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), conforme levantamento da Genial/Qaest. Raquel tem 43% e Campos 37%, com margem de erro de três pontos. A eleição pode ser decidida no primeiro turno, mas a definição ainda é incerta. Em um segundo turno, Raquel teria 45% e Campos 39%, ainda dentro do empate técnico.

No Pará, a governadora Hana Ghassan (MDB) também é desafiada por seu principal adversário, o ex-prefeito de Ananindeua, Daniel Santos (Podemos). Segundo a pesquisa do Real Time Big Data, Hana tem 31% das intenções de voto, enquanto Santos possui 29%, configurando um empate técnico devido à margem de erro de dois pontos. Com a presença de outros candidatos significativos, um segundo turno parece provável, onde Santos lideraria com 38% contra 36% de Ghassan, ainda mantendo o empate técnico.

A situação na Bahia é a mais complexa, com o PT, que governa o estado há cinco mandatos, vendo sua hegemonia ameaçada. O governador Jerônimo Rodrigues (PT) está com 42% das intenções de voto, enquanto o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), tem 44%, o que representa um empate técnico com margem de erro de dois pontos. Em um possível segundo turno, Neto também se destacaria com 45% contra 44% de Jerônimo.

Os dez maiores colégios eleitorais do Brasil incluem: São Paulo, com Tarcísio de Freitas (Republicanos) como favorito à reeleição; Minas Gerais, com Cleitinho Azevedo (Republicanos); Rio de Janeiro, com Eduardo Paes (PSD); Bahia; Paraná, com Sergio Moro (PL); Rio Grande do Sul; Pernambuco; Ceará, com Ciro Gomes (PSDB); Pará; e Santa Catarina, com Jorginho Mello (PL) como favorito.

Fonte: VEJA

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