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Candidaturas fragmentadas no Rio podem afetar planos do bolsonarismo no Senado
Candidaturas fragmentadas no Rio podem afetar planos do bolsonarismo no Senado
Por Redação
25/08/2026 às 12:55
Atualizado em 25/08/2026 às 14:53

Foto: VEJA
A divisão de votos entre candidatos de direita no Rio de Janeiro pode prejudicar a estratégia do bolsonarismo de ampliar sua representação no Senado.
A multiplicação de candidaturas voltadas para o eleitorado de direita no Rio de Janeiro pode representar um desafio para os objetivos eleitorais do bolsonarismo, que busca aumentar sua influência no Senado. O colunista Robson Bonin, no programa Ponto de Vista apresentado por Laísa Dall’Agnol, destacou que a dispersão dos votos é um fator que explica a ausência de candidatos diretamente ligados ao bolsonarismo nas primeiras posições nas pesquisas para as duas vagas do estado.
O levantamento do Paraná Pesquisas mostrou Benedita da Silva (PT) e Marcelo Crivella (Republicanos) liderando as intenções de voto, enquanto os candidatos alinhados ao bolsonarismo estão em posições inferiores. A situação é preocupante, considerando a histórica força política de Jair Bolsonaro no Rio e o esforço de seu grupo para consolidar uma bancada forte no Senado.
Bonin observou que a competição entre vários candidatos pelo mesmo eleitorado dificulta a concentração de votos em nomes específicos. Com a fragmentação, candidatos de outros grupos políticos podem se beneficiar, organizando suas bases de forma mais eficiente. Ele enfatizou que a evolução da campanha poderá determinar se haverá uma consolidação dos votos ou se a pulverização vai persistir.
Além disso, Bonin salientou que fortalecer a representação no Senado é uma prioridade estratégica para o bolsonarismo, visando aumentar sua influência nas pautas legislativas e na presidência da Casa. No entanto, a fragmentação dos votos nos estados pode comprometer esse projeto nacional.
Embora ainda seja cedo para prever os beneficiários da divisão de votos, Bonin acredita que a continuidade dessa situação pode favorecer candidatos como Benedita e Crivella, que já estão em posição vantajosa nas pesquisas.
Fonte: VEJA
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