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Estratégia de Paes em relação à candidatura de Garotinho

Estratégia de Paes em relação à candidatura de Garotinho

Por Redação

25/08/2026 às 13:56

Estratégia de Paes em relação à candidatura de Garotinho

Foto: VEJA

Aliados de Eduardo Paes acreditam que, se Garotinho concorrer e depois tiver votos anulados, suas chances de vitória no primeiro turno aumentam.

A campanha do ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), está atenta à situação do ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos), que enfrenta a possibilidade de ter seu registro de candidatura ao Palácio Guanabara negado pela Justiça Eleitoral. A entrada de Garotinho na disputa surpreendeu a cena política fluminense e inicialmente deixou o QG de Paes em alerta, uma vez que a candidatura poderia dificultar a vitória no primeiro turno.

No entanto, com a chance crescente de que Garotinho seja barrado, o ideal para a equipe de Paes, segundo seus aliados, seria que essa situação permanecesse indefinida. O raciocínio é que, se Garotinho concorrer sub judice e tiver seus votos anulados após a eleição, isso não apenas evitaria a migração de seus eleitores para a chapa concorrente, liderada pelo deputado estadual Douglas Ruas (PL), mas também reduziria o total de votos válidos, aumentando as chances de Paes vencer no primeiro turno.

Atualmente, a Justiça Eleitoral ainda não se manifestou sobre a possibilidade de Garotinho concorrer. Essa decisão será tomada somente após o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) analisar o pedido de registro. O Ministério Público Eleitoral solicitou a impugnação do registro citando uma condenação por improbidade administrativa relacionada ao período em que Garotinho foi secretário de Governo na gestão de sua esposa, a ex-governadora Rosinha Matheus, entre 2003 e 2007. O MPE argumenta que a inelegibilidade de Garotinho é “chapada”.

A defesa do ex-governador, por sua vez, alega que os efeitos da condenação, incluindo a inelegibilidade, expiraram em 31 de julho, o que o tornaria apto a concorrer. O MPE, no entanto, defende que a inelegibilidade começou a contar a partir do trânsito em julgado do processo, ocorrido em 10 de agosto. A divergência se dá na contagem do prazo de suspensão dos direitos políticos, que é de oito anos como consequência da condenação.

Caso a Justiça Eleitoral declare Garotinho inelegível, ele ainda pode recorrer e, enquanto isso, fazer campanha e ter seus votos contabilizados provisoriamente até a decisão final. Uma candidatura sub judice não é novidade para o ex-governador, que já concorreu a vereador em 2024 com o registro impugnado. Para evitar que sua candidatura perca força, Garotinho já solicitou que não seja impedido de participar do horário eleitoral gratuito, que inicia em 28 de agosto, nem que haja cortes em seu financiamento de campanha.

Fonte: VEJA

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