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Dentista sob investigação por desvio de R$ 40 milhões do Conselho Federal de Odontologia

Dentista sob investigação por desvio de R$ 40 milhões do Conselho Federal de Odontologia

Por Redação

18/09/2026 às 08:42

Dentista sob investigação por desvio de R$ 40 milhões do Conselho Federal de Odontologia

Foto: BNews

Um dentista é alvo de apuração da Polícia Federal por suposto desvio e lavagem de dinheiro. Justiça bloqueou R$ 57 milhões em bens relacionados ao caso.

Um dentista está sendo investigado pela Polícia Federal (PF) por suspeita de desvio e lavagem de dinheiro, envolvendo aproximadamente R$ 40 milhões do Conselho Federal de Odontologia (CFO). A Operação Apolônia foi realizada na quinta-feira, 17, com a execução de cinco mandados de busca e apreensão em Mato Grosso e São Paulo. O profissional, identificado como Luiz Evaristo Ricci Volpato, já foi representante do Mato Grosso no CFO.

A defesa de Volpato declarou que ele está tranquilo e disposto a esclarecer os fatos à Justiça. Segundo o advogado, o dentista não teve benefício com os recursos sob investigação e mencionou que um processo anterior contra ele foi arquivado, considerando a nova acusação como "inepta e de cunho político". Atualmente, ele não integra mais o conselho.

A investigação da PF está centrada em possíveis irregularidades na transferência de recursos do CFO para uma empresa privada encarregada dos investimentos da entidade. A empresa em questão não possuía autorização do Banco Central nem da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para suas operações financeiras. Durante a operação, foram apreendidos cerca de R$ 300 mil em dinheiro e veículos.

A Justiça Federal também determinou o bloqueio de até R$ 57 milhões em contas e bens de pessoas envolvidas, incluindo ex-dirigentes do CFO e empresários. As investigações revelaram movimentações financeiras suspeitas, como transferências entre empresas e indivíduos relacionados aos acusados, além de remessas de valores ao exterior.

Em nota, o CFO esclareceu que os alegados desvios e a lavagem de dinheiro estão ligados a uma gestão anterior. Os responsáveis por esse período já haviam sido afastados pela Justiça por irregularidades na aplicação dos recursos. O atual presidente do CFO, Jairo Santos Oliveira, assumiu o cargo em 28 de janeiro de 2026, por ordem judicial. Desde então, a nova gestão tem colaborado com a PF, o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ministério Público Federal (MPF) para elucidar os acontecimentos e recuperar os valores. O CFO informou ainda que três ex-dirigentes foram condenados pelo TCU a devolver mais de R$ 50 milhões aos cofres da entidade.

No dia 26 de agosto de 2026, a atual gestão reprovou as contas do conselho referentes ao período em que os investimentos questionados foram realizados.

Fonte: BNews

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