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Polêmica sobre redução da maioridade penal marca discussão da PEC da Segurança Pública no Senado
Polêmica sobre redução da maioridade penal marca discussão da PEC da Segurança Pública no Senado
Por Redação
03/11/2026 às 17:30

Foto: A Tarde
A proposta de emenda à Constituição que aborda a segurança pública gerou controvérsia no Senado, especialmente em relação à redução da maioridade penal. A votação da PEC pode acontecer ainda hoje.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que visa reformular a integração e organização das forças de segurança no Brasil, gerou debates acalorados no Senado, especialmente em torno da emenda que propõe a redução da maioridade penal. Apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), a emenda sugere a diminuição da maioridade penal para 16 anos na maioria dos crimes e para 14 anos em casos de tráfico de drogas e organização criminosa.
Durante a sessão de discussão, os senadores estão buscando um consenso para avançar na PEC, que inclui a criação de um ministério específico para segurança pública. O secretário estadual de Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, é um nome cogitado para liderar a nova pasta. A proposta é uma prioridade do terceiro mandato do presidente Lula (PT) e foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em 14 de outubro, recebendo também um requerimento para acelerar sua tramitação.
O PT e o MDB se manifestaram contra a emenda de Rogério Marinho. Em contrapartida, o senador Camilo Santana (PT-CE) apresentou uma emenda que prevê a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos, como homicídio e estupro.
Um dos principais objetivos da PEC é a inclusão do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição, buscando uma melhor integração entre as forças policiais e os órgãos de segurança em todos os níveis. A proposta também sugere a ampliação das funções da Polícia Rodoviária Federal (PRF), permitindo sua atuação em hidrovias e ferrovias, além da possibilidade de criação de polícias municipais para policiamento comunitário.
A PEC 18/2025 estabelece ainda um regime penal mais severo para líderes e membros de facções criminosas, prevendo prisão em segurança máxima, restrições a benefícios processuais e possibilidade de confisco de bens relacionados a atividades ilícitas.
Fonte: A Tarde
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