Influenciador Renato Cariani pode enfrentar pena de até 51 anos de prisão
Por Redação
28/10/2026 às 17:20

Foto: A Tarde
O Ministério Público de São Paulo solicita a condenação de Renato Cariani por envolvimento em crimes relacionados ao desvio de produtos químicos para a fabricação de drogas, incluindo tráfico e lavagem de dinheiro.
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) requisitou à Justiça a condenação do influenciador Renato Cariani por supostos crimes ligados ao desvio de produtos químicos usados na fabricação de drogas. As acusações incluem tráfico de matérias-primas para a produção de entorpecentes, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. A pena pode alcançar até 51 anos de prisão, caso seja condenado. Atualmente, Cariani responde ao processo em liberdade.
O influenciador foi indiciado pela Polícia Federal em dezembro de 2023 e se tornou réu em fevereiro de 2024, após ser um dos alvos da Operação Hinsberg, que apurou um esquema de desvio de produtos químicos para o refino de cocaína e a produção de outras substâncias ilícitas. A investigação revelou que a empresa Anidrol Produtos para Laboratórios, da qual Cariani era sócio, teria simulado vendas para empresas que não realizaram pedidos.
Conforme o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), o MP identificou 59 ocorrências em que a empresa foi acusada de simular pedidos e vendas de produtos químicos, com o intuito de justificar os desvios. A denúncia alega que as substâncias eram destinadas, principalmente, à produção de cocaína e crack.
Além de Cariani, o MP também pediu a condenação de Fábio Spindola Mota e Rodrigo Gomes Pereira. Fábio é acusado de intermediar as vendas dos produtos químicos, enquanto Rodrigo teria operado na movimentação de recursos ilícitos, buscando legalizar os valores através de depósitos em dinheiro.
Mensagens obtidas do celular de Cariani foram apresentadas pelos promotores como evidência de que ele tinha conhecimento sobre a utilização dos insumos químicos na fabricação de drogas. A acusação ainda alega que o influenciador tinha uma relação próxima com um policial civil responsável pela fiscalização de produtos químicos, recebendo informações sobre operações de diligência.
O Ministério Público também solicitou a absolvição de Roseli Dorth e Andréia Domingues Ferreira, sócias de Cariani na Anidrol, que foram mencionadas nas investigações. A decisão sobre as solicitações cabe à Justiça, e as acusações ainda serão analisadas no processo, sendo que o pedido de condenação não implica em uma declaração de culpa dos réus.
Fonte: A Tarde
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