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Governo recomenda vacina contra HPV para crianças a partir de 2 anos

Governo recomenda vacina contra HPV para crianças a partir de 2 anos

Por Redação

18/09/2026 às 09:12

Governo recomenda vacina contra HPV para crianças a partir de 2 anos

Foto: A Tarde

O Ministério da Saúde agora orienta a vacinação contra HPV para crianças a partir de 2 anos, em resposta ao aumento de violência sexual contra menores. A nova diretriz foi publicada esta semana.

O Ministério da Saúde do Brasil anunciou que a vacina contra o HPV será recomendada para crianças a partir de 2 anos, em virtude do aumento de casos de violência sexual envolvendo menores de 9 anos. Essa nova diretriz foi divulgada em uma nota técnica na semana passada, alterando a vacinação que antes era voltada apenas para vítimas com idades entre 9 e 45 anos.

Nos últimos dez anos, as notificações de violência sexual contra crianças e adolescentes aumentaram de forma alarmante. Para crianças de 0 a 4 anos, os registros saltaram de 1.671 casos em 2014 para 7.845 em 2024, um crescimento de mais de quatro vezes. Da mesma forma, entre crianças de 5 a 14 anos, as notificações subiram de 6.594 para 29.135. Já entre adolescentes de 15 a 19 anos, o número passou de 1.632 para 6.869.

Além dos efeitos diretos da violência, o Ministério da Saúde ressalta que a exposição sexual na infância aumenta o risco de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como o HPV. Essa infecção é considerada um problema de saúde pública devido à sua alta prevalência e à associação com diversos tipos de câncer, incluindo colo do útero, pênis, vulva, vagina, canal anal e orofaringe.

O HPV também pode causar verrugas anogenitais e lesões nas vias aéreas superiores, gerando implicações clínicas e psicossociais. A exposição precoce pode aumentar a vulnerabilidade a novas infecções, e há evidências de que muitas vítimas enfrentam novos episódios de violência, intensificando o risco de contato com o vírus ao longo do tempo.

Adicionalmente, estudos indicam que as vítimas de violência sexual têm maior probabilidade de sofrer problemas emocionais, transtornos mentais, dificuldades de aprendizagem e comportamentos sexuais de risco, fatores que podem aumentar a vulnerabilidade a ISTs.

Fonte: A Tarde

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