
Foto: A Tarde
O senador Flávio Bolsonaro participa de um jantar da CPAC em Mar-a-Lago, Florida, após deixar o Brasil. No evento, ele compartilhará o palco com o ator Jim Caviezel, que interpretará Jair Bolsonaro em um filme controverso.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que foi derrotado na corrida presidencial, fará um discurso hoje, 5 de novembro, em um jantar promovido pela CPAC, uma conferência conservadora que acontece em Mar-a-Lago, propriedade de Donald Trump, na Flórida.
A viagem de Flávio para os Estados Unidos ocorreu após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas últimas eleições. Durante o evento, ele dividirá o palco com o ator Jim Caviezel, que foi escalado para interpretar Jair Bolsonaro no filme Dark Horse. Este projeto já está sob investigação da Polícia Federal devido a comunicações entre o senador e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro sobre a captação de recursos para a produção.
A solenidade está programada para ocorrer entre 18h e 22h, horário local (20h às 00h pelo horário de Brasília), no salão Donald J. Trump, embora o cronograma detalhado das falas não tenha sido divulgado. Caviezel, famoso por seu papel em A Paixão de Cristo, interpretará o ex-presidente brasileiro, e o financiamento do filme é uma questão controversa, já que Flávio admitiu ter intermediado o aporte, mas nega qualquer ilegalidade.
O evento faz parte dos esforços de Flávio para se aproximar do círculo político de Trump. Desde sua chegada aos EUA, ele tem buscado fortalecer laços com a ala conservadora, contando com a ajuda de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, que reside no país há mais de um ano.
Embora o jantar ocorra na propriedade de Trump, a presença do ex-presidente não foi confirmada. Trump mencionou que não tem compromissos agendados com o senador brasileiro, mas afirmou que ele pode permanecer nos EUA pelo tempo que desejar.
O jantar faz parte da programação da CPAC, que acontece de 4 a 7 de novembro, reunindo importantes figuras da direita americana e global. Eduardo Bolsonaro também está listado como conferencista no evento.
Flávio deixou o Brasil no final de outubro, após contestar o resultado das eleições e não cumprir uma ordem judicial do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, sobre a entrega de seus passaportes. Desde então, ele reside na Flórida com familiares e, logo após chegar, divulgou uma carta com críticas ao processo eleitoral no Brasil, sem apresentar provas, e manifestou a intenção de liderar a oposição a partir do exterior, o que gerou desconforto dentro do PL e entre aliados que defendem uma postura institucional no Congresso.
Fonte: A Tarde
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