Casas Bahia solicita recuperação judicial após prejuízo de R$ 10 bilhões
Por Redação
17/08/2026 às 08:28
Atualizado em 17/08/2026 às 09:46

Foto: A Tarde
Após registrar um prejuízo de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026, o Grupo Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial, aprovado no último domingo, 16.
No dia 16 de agosto de 2026, o Grupo Casas Bahia protocolou um pedido de recuperação judicial, um dia depois de reportar um prejuízo de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre do ano. A decisão foi aprovada pelo conselho de administração e pelo acionista controlador da empresa.
Em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia informou que o pedido foi feito no Juízo de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo. A medida foi considerada necessária devido à deterioração das condições econômico-financeiras da empresa, que enfrenta desafios como altas taxas de juros, restrições de crédito e aumento dos custos financeiros.
O pedido de recuperação abrange não apenas a Casas Bahia, mas também nove outras empresas do grupo, incluindo ASAP Log, CNT Soluções em Negócios Digitais e Cnova Comércio Eletrônico, entre outras. Essa ação marca mais um esforço da varejista para reestruturar suas finanças, já que em 2024 havia recorrido a uma recuperação extrajudicial devido a dívidas de R$ 4,1 bilhões.
O resultado financeiro do segundo trimestre revelou um prejuízo líquido 18 vezes maior que o do mesmo período do ano anterior, que foi de R$ 555 milhões. Aproximadamente R$ 9,1 bilhões do prejuízo foram devidos a eventos não recorrentes, como baixa de ativos e despesas de reestruturação.
Além disso, a receita líquida da empresa cresceu 1,6%, alcançando R$ 6,97 bilhões, mas o Ebitda ajustado caiu 9,4%, para R$ 518 milhões. A companhia também enfrentou um resultado financeiro negativo de R$ 1,278 bilhão.
Na sexta-feira, 14, consumidores em Salvador se depararam com o fechamento inesperado de doze lojas da Casas Bahia, que faz parte de uma reestruturação nacional. As lojas, incluindo unidades em shoppings importantes, encerraram atividades sem aviso prévio, e não foram realizadas liquidações para escoar o estoque.
As lojas que continuam abertas na Bahia incluem unidades em Cajazeiras, Candeias, Calçada, Camaçari, Pau da Lima, Itapuã, Simões Filho e Dias D’Ávila. O fechamento de lojas faz parte de um movimento que resultou na demissão de cerca de 1,9 mil funcionários, o que representa 28,7% das unidades da companhia no Brasil.
A Casas Bahia encerrou o primeiro trimestre de 2025 com 1.042 lojas, uma diminuição em relação ao ano anterior. Apesar do fechamento de unidades físicas, a receita bruta consolidada cresceu 6,4%, impulsionada principalmente pelas operações digitais, que tiveram um aumento de 26% nas vendas de produtos próprios.
Fonte: A Tarde
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