Brasil pode ter seis ondas de calor até dezembro
Por Redação
29/08/2026 às 08:55
Atualizado em 29/08/2026 às 13:50

Foto: A Tarde
O Brasil deve enfrentar uma série de pelo menos seis ondas de calor entre setembro e dezembro, segundo o Cemaden. O fenômeno pode ser agravado por um El Niño de forte intensidade.
O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) prevê que o Brasil enfrentará pelo menos seis ondas de calor até dezembro. A análise considera o histórico de temperaturas em anos de El Niño e sugere que os eventos de calor extremo podem se espalhar por áreas cada vez maiores do país.
A previsão indica que, se o fenômeno climático se intensificar, o número de ondas de calor pode aumentar. Nos últimos anos de El Niño, o Brasil já registrou até nove ondas de calor. Um estudo de 47 anos de dados de temperatura revela uma mudança no padrão desses episódios, que estão se tornando mais frequentes e atingindo regiões mais amplas.
Historicamente, entre as décadas de 1980 e 1990, as ondas de calor eram menos comuns e frequentemente restritas a determinadas áreas, como o Nordeste. Contudo, desde 2010, essa tendência começou a mudar, com ondas de calor se espalhando e ocorrendo simultaneamente em diferentes partes do Brasil.
Mabel Calim Costa, pesquisadora do Cemaden, alerta que essa situação aumenta a vulnerabilidade de populações que não estão preparadas para enfrentar altas temperaturas. Ela explica que uma onda de calor é caracterizada por temperaturas máximas e mínimas excepcionalmente elevadas durante pelo menos três dias consecutivos.
A previsão de calor intenso está ligada à expectativa de um El Niño forte, que pode ser um dos mais severos já registrados. Isso pode resultar em calor e seca em algumas regiões, enquanto outras podem experimentar chuvas intensas. O aumento das temperaturas é uma tendência esperada em várias partes do país.
Além disso, o cenário de altas temperaturas pode agravar a seca. Dados do Índice Integrado de Seca mostram que 157 municípios estão em situação de seca severa, principalmente no Norte e Nordeste do Brasil. A preocupação com incêndios florestais também aumenta, com 560 municípios apresentando alto risco de fogo.
O Ministério do Meio Ambiente já tomou medidas para enfrentar os possíveis impactos do El Niño, mobilizando mais de 4,6 mil brigadistas federais para combater incêndios. Apesar de um dado positivo na Amazônia, que registrou a menor área com sinais de desmatamento em uma década, os efeitos do calor podem afetar também os preços dos alimentos, com produtos como carnes e hortaliças podendo ter aumento significativo.
Fonte: A Tarde
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