A incontinência urinária em mulheres acima dos 40 anos
Por Redação
08/08/2026 às 07:30
Atualizado em 08/08/2026 às 09:58

Foto: A Tarde
Estudo revela que 56% das mulheres brasileiras com mais de 40 anos sofrem com incontinência urinária, mas a maioria não busca tratamento.
Um novo estudo da Ipsos, encomendado pela Apsen, revelou que 56% das mulheres brasileiras com mais de 40 anos enfrentam o problema da incontinência urinária, uma condição que causa escapes de urina. A pesquisa, intitulada "Escape do Tabu: retratos da Incontinência Urinária no Brasil", destaca que 60% das mulheres acima de 60 anos já apresentam esse quadro.
A incontinência urinária (IU) é caracterizada pela perda involuntária de urina, que pode ocorrer em diferentes situações, como ao tossir ou rir. Existem três tipos principais: o escape por esforço, que acontece durante atividades físicas; o escape de urgência, que é a vontade súbita e intensa de urinar; e o escape misto, que combina os dois anteriores.
A urologista Rebeka Cavalcanti explica que a predisposição à incontinência aumenta com a idade, obesidade e outros fatores como histórico familiar e tipo de parto. Ela destaca a importância de fortalecer o assoalho pélvico, que é crucial para a continência urinária.
Apesar da alta prevalência, a maioria das mulheres ainda sente vergonha de discutir o tema ou buscar ajuda. Segundo a pesquisa, 87% das entrevistadas com IU nunca procuraram tratamento. Muitas delas acreditam que a incontinência é uma parte normal do envelhecimento e lidam com a situação utilizando produtos como absorventes e fraldas.
A Dra. Carmita Abdo, especialista em Sexologia Médica, recomenda que as mulheres consultem um médico assim que notarem os primeiros sinais de perda urinária. O tratamento pode incluir fisioterapia pélvica, medicamentos ou cirurgia, dependendo da gravidade do caso.
Visando desmistificar a condição, a Apsen lançou a campanha "Escape do Tabu", que busca encorajar discussões abertas sobre a incontinência urinária e promover a busca por tratamento. Helô Pinheiro, embaixadora da campanha, ressalta a importância de quebrar o silêncio sobre o assunto e encorajar as mulheres a cuidarem de sua saúde.
Os tratamentos disponíveis variam de acordo com o tipo de incontinência e podem incluir mudanças no estilo de vida, fisioterapia, medicamentos e até cirurgia em casos mais severos. A conscientização sobre a questão é fundamental para que mais mulheres busquem ajuda e melhorem sua qualidade de vida.
Fonte: A Tarde
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