90 Decibéis retrata a jornada de uma advogada com perda auditiva
Por Redação
17/09/2026 às 11:35

Foto: A Tarde
O novo filme brasileiro, 90 Decibéis, narra a transformação de uma advogada após receber o diagnóstico de uma condição auditiva degenerativa.
O filme 90 Decibéis, escrito por Julia Spadaccini e dirigido por Fellipe Barbosa, explora a vida de uma advogada que enfrenta a perda progressiva de audição. A produção é do Núcleo de Filmes dos Estúdios Globo e conta com a estreia da atriz Benedita Casé Zerbini no papel principal.
Na história, Ana, interpretada por Benedita, é uma advogada de sucesso e mãe de um menino de sete anos, Theo. Após um acidente no qual seu filho estava presente, ela percebe que sua audição está se deteriorando. Um exame revela que Ana sofre de uma doença degenerativa que a levará à surdez profunda, permitindo que ouça apenas sons acima de 90 decibéis. O médico sugere o uso de aparelhos auditivos, o que marca o início de sua adaptação a uma nova realidade.
No início, Ana resiste à ideia da perda auditiva, mas conforme a condição avança, ela percebe a necessidade de integrar os aparelhos à sua vida e aceitar uma nova identidade. As mudanças também impactam sua carreira, levando-a a perder o emprego em um mercado de trabalho que não é acessível para pessoas com deficiência. Sua trajetória muda ao conseguir uma vaga em um ambiente de trabalho inclusivo, onde conhece novos amigos e até um novo amor.
Fellipe Barbosa, o diretor, destaca que a transformação de Ana se conecta com a forma como o filme retrata suas experiências. O longa busca naturalizar a presença das pessoas com deficiência, promovendo uma conexão mais profunda entre o espectador e os personagens.
A narrativa, embora fictícia, é inspirada na vivência da roteirista Julia Spadaccini, que também foi diagnosticada com perda auditiva na vida adulta. Julia se identifica com a protagonista e usa suas experiências para dar autenticidade à história.
O elenco de 90 Decibéis é composto majoritariamente por pessoas com deficiência, com cerca de 70% dos atores se enquadrando nesse perfil. A produção enfrentou desafios logísticos para garantir a acessibilidade durante as gravações. O produtor Mauricio Quaresma enfatiza a importância de adaptar o ritmo das filmagens para atender às necessidades do elenco.
O filme não apenas aborda a perda auditiva, mas também as questões de inclusão e a resiliência humana diante das adversidades.
Fonte: A Tarde
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