Vorcaro denuncia Brasil na Comissão Interamericana de Direitos Humanos
Por Redação
02/11/2026 às 15:32

Foto: VEJA
Os advogados de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Master, recorreram à Comissão Interamericana de Direitos Humanos para alegar violação de direitos por parte do Estado brasileiro. Eles afirmam que Vorcaro está detido sem que haja uma denúncia formal relacionada aos inquéritos que o investigam por fraudes financeiras, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A defesa, composta pelos advogados Sergio Leonardo e Engels Muniz, destaca que, até o momento, não foi apresentada nenhuma acusação ou ação penal contra o cliente. Eles também criticam a falta de revisão da prisão, que deveria ocorrer a cada 90 dias, conforme a legislação brasileira.
Desde março, quando foi preso preventivamente, Vorcaro foi indiciado recentemente pela Polícia Federal por sua ligação com o caso envolvendo o Master e o Banco de Brasília (BRB). A defesa argumenta que o acesso à Justiça tem sido negado, uma vez que Vorcaro não possui foro privilegiado para que suas investigações sejam conduzidas no Supremo Tribunal Federal (STF).
Os advogados mencionam ainda problemas de comunicação com o STF, indicando que, durante mais de um mês e meio, não houve progresso no andamento do caso. A presidência do STF confirmou que o relator continuaria responsável pelo processo, mas a defesa afirma que os atendimentos estavam suspensos, dificultando a resolução da situação.
Recentemente, o presidente do STF, Edson Fachin, decidiu manter a responsabilidade sobre o caso Master por um prazo adicional de 90 dias. Os advogados de Vorcaro expressaram indignação em relação ao vazamento de informações dos celulares do ex-banqueiro, que, segundo eles, deveriam estar sob a proteção do Estado.
Fonte: VEJA


