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Senador solicita sessão extraordinária para discutir relatório sobre Moraes e Vorcaro
Senador solicita sessão extraordinária para discutir relatório sobre Moraes e Vorcaro
Por Redação
10/09/2026 às 17:01

Foto: VEJA
Alessandro Vieira pede reunião do Senado para o dia 15 de setembro, coincidentemente com a análise do STF sobre o caso Banco Master.
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou um requerimento para que o Senado realize uma sessão extraordinária no dia 15 de setembro, às 10 horas. Este horário coincide com a convocação do Plenário do STF para deliberar sobre os desdobramentos do caso Banco Master.
O pedido de Vieira surge em meio a uma série de decisões judiciais que ocorreram nos últimos dias. O caso se intensificou desde que o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master em 18 de novembro de 2025 e a prisão de seu controlador, Daniel Vorcaro.
Um relatório da Polícia Federal levou o ministro Dias Toffoli a se afastar da relatoria do caso em fevereiro deste ano. Em 1º de setembro, outro relatório indicou uma possível relação entre o ministro Alexandre de Moraes e Vorcaro, o que gerou uma disputa interna entre os ministros do STF.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, solicitou a anulação desse relatório, enquanto Moraes pediu a investigação da conduta do ministro André Mendonça, que é o relator do caso. O presidente do STF, Edson Fachin, reuniu as documentações pertinentes e estabeleceu um prazo até 11 de setembro para manifestações.
Antes do fim desse prazo, em 8 de setembro, Mendonça afastou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada. No dia seguinte, o ministro Flávio Dino decidiu reconduzir ambos aos cargos, mas essa decisão foi suspensa horas depois pelo presidente do STF, que manteve os diretores em seus postos por meio de uma liminar.
No mesmo dia, o presidente do STF também suspendeu o andamento da ação sob a relatoria de Mendonça, interrompeu as investigações em curso contra membros da Corte e reassumiu a relatoria da petição que trouxe à tona as conversas entre Moraes e o investigado, além de revogar a portaria de 2019 que havia designado Moraes como relator do Inquérito das Fake News, exceto para as ações penais já denunciadas.
Ao justificar suas ações, Fachin alertou para o risco de grave lesão à ordem pública e convocou a sessão do dia 15 de setembro, onde o Plenário irá deliberar sobre a validade do relatório da Polícia Federal, a autorização para investigar um integrante da Corte e a legalidade da atuação do ministro que provocou a discussão.
Fonte: VEJA
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