Rock in Rio investe em K-Pop e deixa sertanejo de lado
Por Redação
11/09/2026 às 08:00
Atualizado em 11/09/2026 às 09:36

Foto: VEJA
O festival busca diversificar sua programação ao trazer o grupo Stray Kids como headliner nesta sexta-feira, 11.
Na edição de 2024 do Rock in Rio, o festival trouxe pela primeira vez o sertanejo, com destaque para Chitãozinho e Xororó, que foram os headliners. No entanto, a edição deste ano apresenta uma mudança significativa: nenhum artista sertanejo está no lineup, e a curadoria, liderada por Zé Ricardo, optou por investir no K-pop.
Bandas como BTS, BlackPink, Twice e Stray Kids, que se tornou headliner nesta sexta-feira, 11, têm conquistado uma base de fãs crescente no Brasil e no mundo. Apesar do sucesso global, a cultura pop sul-coreana ainda está em uma “bolha”, onde muitos que não consomem esse estilo conhecem poucas músicas, mesmo as que superam 1 bilhão de reproduções nas plataformas digitais.
Os fãs de K-pop têm solicitado a presença desses artistas em festivais há anos, mas apenas em 2026 conseguiram ver uma realização significativa. Um dos fatores para isso é a capacidade dos grupos de vender ingressos no Brasil, o que se torna uma estratégia inteligente do festival para atrair um público engajado e fiel.
Stray Kids, por exemplo, esgotou dois shows no Estádio do Morumbi, em São Paulo, com um público total de mais de 120 mil pessoas. No Rio de Janeiro, a banda também atingiu a lotação máxima no Estádio Nilton Santos. Isso demonstra que há demanda para o K-pop no país. Embora artistas sertanejos também consigam lotar estádios e arenas, muitos fãs têm acesso a ingressos mais baratos ou até gratuitos para esses shows.
O Barretão, a principal festa de sertanejo do Brasil, por exemplo, atrai cerca de 35 mil pessoas por dia, reunindo grandes nomes do gênero. Ao trazer diferentes artistas de K-pop para o Palco Mundo e o Sunset, o Rock in Rio busca diversificar sua programação e atrair novas plateias. Embora o sertanejo continue sendo um dos gêneros mais populares no Brasil, a diversidade musical do festival demonstra que sempre há espaço para novos estilos.
Fonte: VEJA
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