Movimentos políticos no STF podem complicar sessão sobre Moraes
Por Redação
11/09/2026 às 15:46

Foto: VEJA
A próxima sessão do STF, marcada para o dia 15, pode ser marcada por desdobramentos inesperados envolvendo Moraes e Mendonça.
O Supremo Tribunal Federal (STF) se prepara para uma sessão plenária no dia 15, que discutirá a validade de um relatório policial apontando relações entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. O clima é de expectativa, já que os últimos movimentos da ala política do tribunal indicam que a situação pode se complicar ainda mais.
Desde as primeiras notícias sobre o contrato da advogada Viviane Barci de Moraes com Vorcaro, integrantes do STF têm buscado evitar que a crise atual afete a imagem da corte. Reuniões com representantes do Executivo e encontros privados foram realizados, especialmente em torno do nome de André Mendonça, em meio a críticas ao relator do caso Master e ao advogado-geral da União, Jorge Messias.
Na última sexta-feira (11), Moraes solicitou que sua petição para investigar Mendonça seja analisada na mesma sessão. Ele acusa o relator do caso de ter coletado informações sobre ele sem autorização, o que Moraes considera um abuso de poder e um possível crime de responsabilidade, que poderia levar a um pedido de impeachment.
Além disso, o ministro Cristiano Zanin pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, acesso ao conteúdo do celular de Vorcaro, que contém mensagens que sugerem tentativas de interferência nas investigações da Polícia Federal e do Ministério Público. O criminalista Aury Lopes Jr. destacou que esses pedidos podem desviar o foco da discussão original sobre Moraes, transformando a sessão em um cenário de debates complexos.
A solicitação de Zanin evoca a Operação Spoofing, na qual foi revelado que o ex-juiz Sérgio Moro e a força-tarefa da Lava-Jato combinavam estratégias para condenar o ex-presidente Lula. Essa operação resultou na anulação de condenações e na perda de credibilidade da Lava-Jato. Lula, ao se manifestar sobre o caso Master, também defendeu a quebra de sigilo, citando a importância de revelar a verdade, como ocorreu na Spoofing.
Com a crise de imagem do STF se aprofundando, Edson Fachin terá a responsabilidade de conduzir a sessão que poderá ser um divisor de águas para a corte.
Fonte: VEJA
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