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Médica israelense avança na luta contra o câncer em meio ao conflito em Jerusalém
Médica israelense avança na luta contra o câncer em meio ao conflito em Jerusalém
Por Redação
19/10/2026 às 11:30

Foto: VEJA
Michal Lotem, diretora do Instituto de Pesquisa do Câncer Hadassah, discute os avanços em imunoterapia e o impacto da guerra em seu trabalho.
A médica Michal Lotem, responsável pelo Instituto de Pesquisa do Câncer Hadassah no Hospital Hadassah, em Jerusalém, atua em um ambiente desafiador, marcado por um conflito armado entre Israel e o Hamas. Além de atender pacientes com câncer, Lotem se dedica a estudos clínicos, especialmente focados em melanoma, um tipo de câncer de pele.
O Hadassah é conhecido por sua abordagem inclusiva, oferecendo atendimento tanto a judeus quanto a árabes, e se destaca pelos avanços na luta contra o câncer. Em entrevista, Lotem compartilha os progressos na imunoterapia e a expectativa em relação a novas terapias baseadas em RNA.
Segundo ela, a imunoterapia representa um grande avanço no tratamento do câncer, especialmente em casos de melanoma metastático, onde há uma possibilidade real de cura. Recentemente, a FDA aprovou um novo medicamento para o câncer de pâncreas, um marco significativo na imunoterapia.
Lotem também destaca o papel das terapias de RNA, que têm mostrado potencial revolucionário. Durante a pandemia de covid-19, essa tecnologia foi utilizada em vacinas, induzindo uma resposta imunológica. Essa mesma estratégia está sendo adaptada para o tratamento de câncer, oferecendo terapias personalizadas baseadas nas mutações específicas de cada tumor.
Atuar em um país em guerra traz desafios adicionais. A necessidade de seguir protocolos rigorosos em estudos clínicos é complicada pela insegurança e pelo medo que os pacientes enfrentam. No entanto, Lotem elogia a coragem de seus pacientes, que continuam buscando tratamento apesar das dificuldades.
O Hospital Hadassah, vinculado à Universidade Hebraica de Jerusalém, se destaca por sua cultura de pesquisa, que é fundamental para o tratamento eficaz dos pacientes. Lotem enfatiza a importância de manter esse apoio, mesmo em tempos de crise.
Em relação à prevenção do câncer, Lotem aponta a conscientização sobre fatores de risco, como exposição ao sol e obesidade, como essenciais. Ela alerta que a negligência em realizar exames de diagnóstico precoce é um desafio significativo, pois pode levar a complicações sérias na saúde dos pacientes.
Fonte: VEJA
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