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Karim Aïnouz apresenta trama polêmica em ‘Rosebush Pruning’

Karim Aïnouz apresenta trama polêmica em ‘Rosebush Pruning’

Por Redação

17/10/2026 às 08:00

Atualizado em 17/10/2026 às 08:29

Karim Aïnouz apresenta trama polêmica em ‘Rosebush Pruning’

Foto: VEJA

O novo filme do diretor brasileiro chocou o Festival de Berlim com sua crítica à elite moralmente decadente.

O diretor cearense Karim Aïnouz traz uma narrativa ousada em Rosebush Pruning (Reino Unido/Itália/Alemanha/Espanha, 2026), que chegou aos cinemas brasileiros após causar controvérsias no Festival de Berlim. Em entrevista, Aïnouz afirmou: "Nunca fiz um filme tão polarizante entre crítica e público", destacando seu desejo de explorar temas sombrios e provocar o espectador.

Este é o segundo longa-metragem internacional de Aïnouz em inglês, seguindo O Jogo da Rainha (2023). O elenco conta com estrelas de Hollywood, como Elle Fanning, Pamela Anderson e Callum Turner, que é cotado para o papel de James Bond. Rosebush Pruning se destaca como a obra mais escandalosa do diretor, conhecido no Brasil por filmes como O Céu de Suely (2006) e A Vida Invisível (2019).

A trama é uma adaptação livre de De Punhos Cerrados, um clássico do cineasta italiano Marco Bellocchio. A história aborda a decadência moral de uma elite que se sente acima da lei, inspirada nos crimes de Jeffrey Epstein. A narrativa gira em torno de um viúvo rico (Tracy Letts) e seus quatro filhos adultos, que vivem em uma dinâmica tóxica e incestuosa, exacerbada pelo isolamento e pela adoração ao pai. O equilíbrio da família é rompido quando Jack (Jamie Bell), o filho mais virtuoso, se apaixona pela guitarrista Martha (Elle) e decide deixar a casa, provocando uma série de eventos violentos planejados por seu irmão Ed (Turner).

O diretor descreve os personagens como uma metáfora do mundo contemporâneo, afirmando que queria gerar desconforto em um cenário repleto de absurdos. O filme é caracterizado por seu ritmo acelerado, cores vibrantes e um humor ácido, sendo comparado a Saltburn em outras partes do mundo. No Brasil, Aïnouz prefere traçar um paralelo com Nelson Rodrigues, conhecido por seu sarcasmo. "O sarcasmo nos pertence", diz o cineasta, que aguarda a reação do público brasileiro a essa proposta provocativa.

Fonte: VEJA

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