Desafios das campanhas presidenciais no segundo turno das eleições de 2026
Por Redação
17/10/2026 às 08:00
Atualizado em 17/10/2026 às 08:29

Foto: VEJA
As eleições de 2026 apresentam um cenário inédito com poucos palanques em atividade no segundo turno, complicando as estratégias das campanhas presidenciais.
A eleição de 2026 já se destaca por um aspecto inusitado: o número reduzido de palanques ativos no segundo turno. Em 4 de outubro, 21 estados, incluindo os maiores colégios eleitorais do Brasil, elegeram seus governadores sem necessidade de nova votação, criando desafios para as campanhas presidenciais.
Atualmente, seis estados ainda realizam disputas, que embora tenham menor peso eleitoral, podem influenciar significativamente o resultado nacional. Juntos, Amazonas, Acre, Tocantins, Espírito Santo, Distrito Federal e Rio Grande do Norte representam 7,9% do eleitorado nacional, com 12,5 milhões de eleitores. Esses estados, com segundo turno acirrado, têm potencial para mobilizar eleitores que podem impactar a eleição presidencial.
A alta taxa de abstenção no primeiro turno, que atingiu 21%, é outro fator que preocupa os candidatos. O desafio é mobilizar os eleitores, especialmente em estados onde a votação é apenas para presidente.
No Amazonas, por exemplo, o senador Omar Aziz (PSD), alinhado a Lula, enfrenta Maria do Carmo, do PL de Flávio Bolsonaro. A última pesquisa indicou Aziz com 51% das intenções de voto, contra 37% da adversária. No Distrito Federal, a governadora Celina Leão (PP) lidera com 53% contra 33% de Leandro Grass, do PT, o que pode fortalecer a base de Flávio na capital.
Entre os estados onde já houve eleição, Flávio Bolsonaro conta com o apoio de doze governadores, incluindo líderes dos maiores colégios eleitorais. Esses governadores estão mobilizados para transformar seus apoios em votos, o que pode ser decisivo na eleição.
Por outro lado, Lula busca apoio de governadores do PT reeleitos no primeiro turno, que têm viajado com ele em busca de conquistar votos, especialmente no Sudeste, onde perdeu nas últimas eleições. Sem palanques fortes, Lula aposta em grandes manifestações de rua para engajar seus apoiadores.
Com a ausência de movimentação intensa nos estados, as campanhas presidenciais precisam desenvolver estratégias eficazes para garantir os votos do primeiro turno e conquistar novos apoios, lembrando que a diferença na última eleição foi de apenas 2,1 milhões de votos.
Fonte: VEJA
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