Home
/
Notícias
/
Brasil
/
Deputado Alfredo Gaspar processa Erika Hilton no STF por postagens sobre acusação de estupro
Deputado Alfredo Gaspar processa Erika Hilton no STF por postagens sobre acusação de estupro
Por Redação
19/10/2026 às 14:14

Foto: VEJA
Alfredo Gaspar, vice na chapa de Flávio Bolsonaro, busca retirar postagens de Erika Hilton que o associam a crimes sexuais. Ele alega que informações divulgadas são falsas e descontextualizadas.
O deputado federal Alfredo Gaspar (PL), que é candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), entrou com uma ação no STF contra a deputada Erika Hilton (PSOL-SP). A ação se deve a uma publicação da deputada que menciona uma acusação de estupro de vulnerável contra ele.
Na notícia-crime, os advogados de Gaspar solicitam a abertura de um inquérito, a remoção da postagem e uma ordem que impeça Erika de fazer novas publicações que o vinculem a crimes sexuais até o final do segundo turno das eleições. A postagem questionada foi feita no último domingo, no X, onde Erika criticou propostas de Flávio sobre cadastro de pedófilos e castração química de estupradores, questionando se essas medidas incluiriam o vice.
A defesa de Gaspar argumenta que a deputada não mencionou que o pedido de investigação contra ele foi arquivado pelo ministro Gilmar Mendes no dia 6 de outubro. Segundo a defesa, a publicação dá a entender que a acusação é atual e associa Gaspar às pessoas que seriam impactadas pelas propostas apresentadas.
O arquivamento foi determinado após análise da Procuradoria-Geral da República, que concluiu que as diligências preliminares não encontraram indícios suficientes para iniciar um inquérito ou elementos que sustentassem as informações apresentadas.
Na ação, os advogados afirmam que Erika Hilton divulgou informações consideradas falsas e descontextualizadas, com potencial para influenciar a opinião pública. Eles alegam que omitir o arquivamento da investigação é uma forma de manter viva a acusação perante os eleitores e que associar Gaspar a um cadastro de pedófilos é divulgar um fato inverídico.
Além da remoção da postagem em até 24 horas após a notificação, Gaspar pede que Erika seja proibida de produzir ou compartilhar qualquer conteúdo que sugira que ele cometeu crimes sexuais ou que está sendo investigado por tais delitos. Essa proibição incluiria publicações próprias e de terceiros em grupos e canais públicos, com prazo até as 23h59 do dia 25 de outubro.
A postagem em questão teve um grande alcance, com mais de 502 mil visualizações, 75 mil curtidas e 23 mil compartilhamentos em menos de dez horas. A defesa também requer a preservação dos dados da publicação e informações sobre seu alcance e possíveis impulsionamentos pela plataforma.
Fonte: VEJA
Relacionadas
Debate se transforma em espetáculo superficial, diz professor da USP
19/10/2026 às 14:06
Por Redação
Governo Federal anuncia auxílio extra para famílias com renda de até R$ 3.242
19/10/2026 às 14:00
Por Redação
Mais Lidas


