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Corinthians suspende pagamento da dívida da Neo Química Arena em negociação com a Caixa
Corinthians suspende pagamento da dívida da Neo Química Arena em negociação com a Caixa
Por Redação
01/10/2026 às 14:01

Foto: VEJA
O clube deve R$ 630 milhões pela arena e enfrenta uma grave crise financeira.
A diretoria do Corinthians decidiu interromper o pagamento da terceira parcela da dívida referente à construção da Neo Química Arena, devido a negociações com a Caixa Econômica Federal para a quitação do estádio em troca dos direitos de nome.
Atualmente, a dívida do clube com o banco é de R$ 630 milhões. Embora as duas primeiras parcelas do ano tenham sido quitadas, a Caixa autorizou a suspensão do pagamento da terceira parcela, que gira em torno de R$ 28 milhões, enquanto as negociações estão em andamento.
Se a dívida for liquidada, a Caixa assumirá os naming rights da arena, que atualmente pertencem à Hypera Pharma, além de outros produtos financeiros, como a transferência da operação financeira do clube e a emissão de cartões para o programa Fiel Torcedor. A Hypera Pharma paga R$ 15 milhões anualmente, mas a diretoria acredita que o valor real dos naming rights pode chegar a R$ 70 milhões por temporada.
Recentemente, dirigentes do Corinthians foram à sede da Caixa em Brasília solicitar a devolução de R$ 27 milhões de uma conta de reserva, parte do contrato de renegociação da dívida. A possibilidade de retorno desse valor ainda não foi confirmada.
A crise financeira do clube é um dos motivos que levaram ao pedido de devolução. O Corinthians realizará eleições para a presidência e o Conselho Deliberativo em 28 de novembro, com o atual presidente, Omar Stabile, buscando a reeleição. Se a negociação com a Caixa avançar, o clube pretende oferecer os naming rights do CT Joaquim Grava à Hypera Pharma para evitar o pagamento de rescisão contratual.
A Neo Química Arena foi inaugurada em 2014, e desde então o Corinthians já desembolsou cerca de R$ 600 milhões para quitar o financiamento da construção. O clube renegociou sua dívida ao longo dos anos, estabelecendo o prazo de dezembro de 2041 para a quitação, com amortizações crescentes e juros pagos desde 2023. Atualmente, o endividamento total do clube é de aproximadamente R$ 2,8 bilhões.
Fonte: VEJA
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