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Concessionária de luxo em Osasco é acusada de lavar dinheiro para PCC e Comando Vermelho
Concessionária de luxo em Osasco é acusada de lavar dinheiro para PCC e Comando Vermelho
Por Redação
25/07/2026 às 16:53

Foto: VEJA
A Polícia Federal descobriu que uma concessionária em Osasco estava envolvida em um esquema de lavagem de dinheiro para organizações criminosas ligadas ao tráfico internacional de drogas.
A Polícia Federal (PF) identificou uma concessionária de veículos de luxo em Osasco, na Grande São Paulo, como parte de um esquema de lavagem de dinheiro associado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV). A investigação, parte da Operação Commodity, revelou que a empresa servia para dar aparência legal aos lucros oriundos do tráfico internacional de cocaína, utilizando o Porto do Rio de Janeiro como uma importante rota de envio da droga para a Europa.
A Justiça já determinou a intervenção judicial na concessionária. Segundo a PF, a organização criminosa tinha uma estrutura complexa, dividida em núcleos: um dedicado à logística de exportação da cocaína e outro à ocultação dos lucros obtidos por meio de empresas de fachada, emissão de notas fiscais sem lastro, e transações com criptomoedas.
Entre os indivíduos investigados estão Rodrigo de Paula Morgado, considerado o contador do PCC, e Wanderson Machado de Oliveira, conhecido como Del Piero ou Pen Drive, que já estavam presos e agora enfrentam novas acusações relacionadas à Operação Commodity.
A investigação revelou pelo menos seis remessas de cocaína atribuídas a esse grupo entre 2023 e 2025. A droga era frequentemente escondida em cargas de café, cimento e argamassa, e em algumas situações, até diluída em refrigerantes para evitar a detecção. Os destinos das remessas incluíam países como Bélgica, Alemanha, França, Espanha e Eslovênia, destacando o papel estratégico do Porto do Rio de Janeiro na logística internacional do tráfico.
Rodrigo Morgado já havia sido alvo de outras investigações da Polícia Federal, incluindo as operações Narco Bet e Narco Fluxo, que também visavam o financiamento de organizações criminosas e resultaram na prisão de artistas do funk, como MC Poze do Rodo e MC Ryan SP. Para a PF, Morgado utilizava sua expertise em criar empresas e movimentar dinheiro para sustentar o esquema responsável pelo envio de toneladas de cocaína para o exterior.
Fonte: VEJA
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