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Aumento da dívida pública pressiona candidatos sobre ajuste fiscal

Aumento da dívida pública pressiona candidatos sobre ajuste fiscal

Por Redação

09/08/2026 às 13:00

Aumento da dívida pública pressiona candidatos sobre ajuste fiscal

Foto: VEJA

A dívida pública brasileira alcançou 81,9% do PIB, levantando preocupações sobre as políticas fiscais dos candidatos nas eleições.

Recentemente, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, participou de reuniões com representantes de bancos e corretoras em São Paulo, onde enfrentou questionamentos sobre a crescente dívida pública e despesas obrigatórias. Dados divulgados pelo Banco Central indicam que a dívida bruta do governo alcançou 81,9% do PIB em junho, o que representa R$ 10,8 trilhões. Esse nível é apenas inferior aos 88% registrados durante a gestão de Jair Bolsonaro, em meio à pandemia.

Desde o início do governo Lula, a dívida aumentou 10,2 pontos percentuais, passando de 71,7% em dezembro de 2022. O Tesouro Nacional prevê que ela pode chegar a 87% do PIB em 2029, enquanto a Instituição Fiscal Independente estima que atinja 100% do PIB até 2032.

Durante as reuniões, os executivos questionaram se Lula, caso reeleito, teria a disposição de implementar cortes em áreas sensíveis, como saúde e previdência. Durigan afirmou que o governo continuará buscando melhorar os resultados fiscais e mencionou que há R$ 17,9 bilhões bloqueados no orçamento deste ano.

Os investidores pressionam por uma definição sobre as políticas fiscais pós-eleição, mas a equipe de Lula acredita que seria precipitado tomar decisões sem compreender a nova composição política do Congresso e a margem de votos obtida.

Por outro lado, o senador Flávio Bolsonaro (PL) também não apresentou propostas concretas. Em uma entrevista, ele mencionou a ideia de um gatilho automático para cortes de despesas, mas sem especificar os critérios. Sua porta-voz econômica, Daniella Marques, sugere economizar R$ 200 bilhões e criar um fundo imobiliário para imóveis do governo.

A falta de propostas firmes e detalhadas sobre a dívida e o ajuste fiscal por parte dos candidatos tem deixado o setor produtivo e financeiro apreensivos, pois as soluções para os problemas que impedem o crescimento do Brasil são complexas e potencialmente impopulares.

Fonte: VEJA

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