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Atualizações sobre o acidente do cantor Rick, uma semana após a tragédia
Atualizações sobre o acidente do cantor Rick, uma semana após a tragédia
Por Redação
29/09/2026 às 13:09

Foto: VEJA
Uma semana após o acidente que vitimou o cantor Rick, investigações estão em andamento para determinar as causas da queda do helicóptero em Santa Catarina.
O trágico acidente que resultou na morte do cantor Rick, da dupla Rick & Renner, completa uma semana nesta terça-feira, 29, e ainda não há uma conclusão sobre as causas da queda do helicóptero em Urubici, na Serra Catarinense. A aeronave Bell 430, com prefixo PP-MGR, levava cinco pessoas e desapareceu dos sistemas de monitoramento na manhã do dia 21 de setembro.
A investigação está a cargo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), vinculado à Força Aérea Brasileira (FAB), e conta com a colaboração da Polícia Civil. De acordo com a FAB, o helicóptero decolou de Porto Belo às 10h30, com destino a Criciúma, onde o pouso estava programado para às 11h24. O último sinal da aeronave foi registrado às 11h34, e a queda ocorreu cerca de um minuto depois.
Os destroços do helicóptero foram encontrados no dia seguinte, em uma área de difícil acesso, situada a cerca de 1.700 metros de altitude. Na quarta-feira, 23, a equipe do Cenipa recuperou a caixa-preta, que agora faz parte da investigação. Um dos primeiros dados esclarecidos é que o voo ocorreu em espaço aéreo não controlado, o que significa que não havia a obrigatoriedade de contato constante entre o piloto e os órgãos de controle de tráfego aéreo. Contudo, os pilotos poderiam obter informações meteorológicas e outros dados relevantes através do Serviço de Informação de Voo, o que não proíbe a realização do voo.
As condições climáticas são um dos principais focos da investigação. A FAB relatou que, no momento do acidente, a região enfrentava chuvas intensas, ventos fortes e baixa visibilidade devido à nebulosidade. Imagens capturadas por moradores pouco antes da queda estão sendo analisadas. Em um dos vídeos, testemunhas relatam que o helicóptero voava mais baixo do que o normal, enquanto outro registro não mostrou sinais visíveis de fumaça ou pane na aeronave.
As investigações ainda não confirmaram se as condições meteorológicas estiveram diretamente ligadas à queda. Especialistas levantaram hipóteses que incluem impacto contra obstáculos, voo abaixo do nível das montanhas, efeitos de correntes de ar descendentes em áreas montanhosas e a possibilidade de falha humana em virtude do mau tempo. No entanto, essas considerações ainda não são conclusões oficiais.
A Polícia Científica está utilizando drones e tecnologia de scanner tridimensional para reconstruir a dinâmica do acidente a partir dos destroços. Simultaneamente, o Cenipa analisa os dados da aeronave e da caixa-preta. O Bell 430, que tinha capacidade para um piloto e sete passageiros, estava regular e tinha certificado de operação válido até agosto de 2027, conforme informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
No acidente, além de Rick, faleceram o empresário Bruno Avelar, o produtor de vídeos Paulo Soares, o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira. A determinação das causas do acidente depende da conclusão das perícias e da análise dos dados coletados pelas autoridades.
Fonte: VEJA
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